quinta-feira, 27 de junho de 2013

PEC 37 É REJEITADA NA CÂMARA FEDERAL

Em primeiro turno, Câmara rejeita PEC 37. Proposta de emenda constitucional foi derrubada após pressão do Ministério Público e das últimas manifestações

Em primeiro turno, a Câmara rejeitou, por 430 votos não, nove sim e duas abstenções, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 37/11, que colocava como exclusiva das polícias judiciárias a fase do inquérito criminal. Na prática, a PEC 37 acabava com qualquer possibilidade de o Ministério Público participar ou conduzir investigações. Como a matéria foi derrubada, não haverá votação em segundo turno.
A derrubada da proposta só foi possível por causa das recentes manifestações por diversas cidades brasileiras. Uma das demandas dos manifestantes era a rejeição da PEC. Com o barulho das ruas, deputados que eram a favor à limitação do trabalho do Ministério Público (que ficaria apenas com a condução da ação penal), mudaram de posição. Também pesou pela derrubada a campanha feita por entidades de promotores e procuradores, que rotularam a matéria como “PEC da Impunidade”.
“Toda unanimidade é burra e toda a hipocrisia é inimiga da democracia”, disse o líder do PR, Anthony Garotinho (RJ). Ele disse que sua bancada estava dividida até hoje. E esse cenário, disse, repetiu-se em todos os partidos. “Mostramos que é necessário fortalecer tanto a polícia quanto o Ministério úblico. Não interessa à sociedade brasileira uma polícia fraca ou um Ministério Público fraco”, afirmou.
Durante a tramitação da proposta, antes das manifestações comentárias, havia amplo apoio à mudança na constitucional. Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que tem 66 integrantes, apenas oito votaram contra: Luiz Couto (PT-PB), Paes Landim (PTB-PI), Onyx Lorenzoni (DEM-RS), Vieira da Cunha (PDT-RS), João Paulo Lima (PT-SP), Mendonça Filho (DEM-PE), Alessandro Molon (PT-RJ) e Marina Santanna (PT-GO).
Depois, na comissão especial, a grande maioria, mais uma vez, aprovou a proposta. Em dezembro do ano passado, somente o deputado Alessandro Molon (PT-RJ) se posicionou contra. Já o deputado Fábio Trad (PMDB-MS) apresentou uma sugestão meio termo. A polícia judiciária teria a exclusividade na investigação criminal, enquanto o MP poderia investigar determinados crimes.

Reclamações

A proposta acrescentava ao artigo 144 da Constituição Federal o parágrafo dez. Ele previa que a apuração das infrações penais são privativamente das policiais federal e civis dos Estados e do Distrito Federal. “A falta de regras claras definindo a atuação dos órgãos de segurança pública neste processo tem causado grandes problemas ao processo jurídico no Brasil”, disse o autor da PEC, Lourival Mendes (PTdoB-MA). Em plenário, ele rejeitou que a proposta seja a “PEC da Impunidade”, como associações de classe do Ministério Público classificaram.
Durante todo o dia, deputados subiram e desceram da tribuna para criticar a proposta. Somente o deputado Delegado Protógenes (PCdoB-SP) discursou pela aprovação da matéria. No entanto, a bancada do PCdoB se reuniu e fechou questão pela derrubada da PEC. “Neste momento, muitas informações inverídicas surgem. A bancada do PCdoB vai votar unânime contra a PEC”, disse a líder do partido, Manuela D’Ávila (RS).
Na tribuna, além de criticar a PEC, deputados também reclamavam da distribuição, pela internet, de listas com os nomes dos parlamentares que assinaram o requerimento que possibilitou o início da tramitação da proposta. “Quero informar que eu estou nessa lista, eu fui um dos primeiros gaúchos a visitar o Ministério Público do Rio Grande do Sul, empenhar o meu apoio contrário à PEC 37. Lamentavelmente, vemos a posição desses movimentos que estão denunciando esses Deputados”, reclamou o deputado José Stédile (PSB-RS).
Congresso em Foco
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terça-feira, 25 de junho de 2013

PEC 37 DEVE SER VOTADA OU ARQUIVADA AINDA HOJE


O procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacoia, encontra-se em Brasília, com lideranças do Ministério Público brasileiro, acompanhando a tramitação da PEC 37. 
 
 
Em reunião com o vice-presidente da Câmara e líder do Governo, André Vargas, e outras lideranças nacionais, foi postulada a votação imediata da proposta. 
 
 
 
Há pouco, terminou a reunião de líderes dos partidos, ficando deliberado que a PEC 37 será votada ainda hoje, com indicativo de rejeição ou arquivamento definitivo. “É isso que o Ministério Público e a Nação Brasileira esperam”, afirma Giacoia.

METROLAB EM COMEMORAÇÃO DOS NOS 20 ANOS , SHOW DA HUMSOL - TÂNIA MARY GOMEZ

                       
 No dia 26 de abril, convidados, funcionários e amigos além de autoridades políticas comemoraram os 20 anos da Metrolab Laboratórios de Análises Clínica na Sociedade Duque de Caxias. A farmacêutica e bioquímica, Drª Carla Simone Felipe,Diretora e Sócia Proprietária do laboratório apresentou em data show, um histórico dos 20 anos de lutas e conquistas. Atuante desde 1987, foi Secretaria de Saúde, bioquímica e pesquisadora do laboratório Central do Estado do Paraná ( Lacen) diz, 

"No ano 1993 desembarcamos no Município de Rio Branco do Sul,numa "Perua Kombi" lotada com equipamentos de laboratório e uma placa luminosa,com o nome Hemolab Laboratorios de Análise Clinica.Sócia e proprietária juntamente com o bioquímico Agton Luiz Imianowskyl conta, 'foi crescendo o atendimento e passamos atender os Municípios de Itaperuçú, Cerro azul e Dr. Ulysses.

Em Janeiro de 1996 iniciaram na Cidade de Colombo ampliando para as cidades de Bocaiúva do Sul e Almirante Tamandaré." Oferecemos o serviço especializado para empresas em saúde Ocupacional Clínicas e planos de saúde, além de atender para o SUS.

 Como forma de Homenagear a Região Metropolitana,onde já 15 anos haviam levando qualidade e com grande reconhecimento,alteram o mome para: Metrolab Laboratório de Análises Clínicas.O evento contou com a presença da Deputada Mara Lima( autora da Lei nº 16,935 - Outubro Rosa) e da porta-voz da FEMAMA - Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio da Mama e Presidente do Instituto de Humanismo de desenvolvimento Social - HUMSOL, a Srª Tania Mary Gomez,que palestrou sobre a prevenção do Câncer de Mama, abordando a saúde da Mulher,Outubro Rosa e o Agosto Azul(Saúde do Homem). 

Um excelente Show de dança durante a palestra da Srª Tânia e na finalização ao som da música da cantora Evelin Raun foi servido o coquetel. 
 Confira Vídeos:

         DIRETORA E SÓCIA PROPRIETARIA DA METROLAB DRª CARLA fala da Metrolab nestes 20 anos de atividades

           

  
                                                  

     
   
                                                  
                                                     


 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

PREFEITA DE COLOMBO PARTICIPA DE REUNIÃO PÚBLICA SOBRE AS OBRAS DO NOVO TREVO DE COLOMBO

Trevo em desnível no km 17,5 da BR-116/PR, na região do Atuba, está previsto no contrato de concessão da Autopista Régis Bittencourt


A prefeita de Colombo, Beti Pavin participou nesta semana da reunião pública de apresentação do trevo de desnível do km 17,5, que abrange os municípios de Colombo e o de Pinhais. Na ocasião foi apresentado os estudos de impacto ambiental que serão realizados para a implantação da obra.

“É muito importante discutirmos e conhecermos os detalhes deste projeto e a postura da concessionária que administra o trecho é muito digna, por debater com a população e os comerciantes da região, os impactos que esta obra irá trazer como também os benefícios que irá proporcionar para o trânsito”, destacou a prefeita Beti Pavin.

No evento foram discutidos os aspectos da melhoria do trevo, sua funcionalidade e os estudos de impacto ambiental na implantação da obra. O local de referência é o cruzamento no Trevo da Cruz do Atuba, no km 17,5 do acesso Norte de Curitiba na BR-116.

A concessionária já desenvolveu o projeto de reformulação do trevo, com a construção de uma trincheira adicional, paralela à existente, que possibilitará os movimentos veiculares sem conflito, acrescentando novas alças de acesso às futuras ruas laterais que serão implantadas com o dispositivo.

A obra ainda incluirá um desvio circular para acesso local e para a BR-116, adequação de vias para conexão com o tráfego local e implantação de passeio (para o trânsito de pedestres). O empreendimento beneficiará uma população estimada de 4,6 mil habitantes. O projeto executivo da obra está em fase de avaliação junto à ANTT e já possui a anuência das prefeituras de Colombo e Pinhais para a implantação.

A reunião realizada na Paróquia do Atuba contou com representantes da Autopista Régis Bittencourt, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), do IBAMA/PR, da Consiliu Meio Ambiente & Projetos, e de representantes de Pinhais.

Acompanharam a prefeita Beti Pavin no encontro, o vice prefeito Ademir Goulart, o secretário da Administração, Luiz Gilberto Pavin, a secretária de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Tânia Tosin, o secretário de Obras e Viação, João Maria Rodrigues, o secretário da Indústria, Comércio e Turismo, Antonio Ricardo Milgioransa, e vereadores.


TARIFA ZERO É POSSÍVEL: CONHEÇA CIDADES QUE TÊM TRANSPORTE PÚBLICO GRATUITO

Cidades no exterior oferecem opções de transporte de graça organizadas por órgãos públicos e sem a participação de empresas privadas

Os protestos relacionados ao aumento da tarifa do transporte coletivo em São Paulo levantam, novamente, a discussão sobre o modelo de “Tarifa Zero”. A ideia é que os custos das passagens sejam inteiramente subsidiados por governos e prefeituras, sem que o cidadão precise pagar nada para usar o ônibus, metrô ou outros veículos incluídos na rede.

A ideia já foi considerada em São Paulo em 1990, na gestão de Luiza Erundina (PT) como prefeita. Para custear o sistema, seria implantado o “Fundo de Transporte”, que reservaria parte do dinheiro coletado no IPTU. Dessa forma, o custo do transporte coletivo para os cidadãos seriam proporcionais a seus ganhos salariais. Por apresentar um aumento no IPTU, o projeto sofreu resistência e não foi aplicado. Atualmente, o Movimento Passe Livre luta pela gratuidade no transporte coletivo, encarando a mobilidade dentro da cidade como inerente ao direito humano de acesso à cultura e a serviços públicos.


Mas será viável aplicar um modelo como esse? Confira alguns exemplos de municípios no exterior (e dois brasileiros) que conseguiram implantar a gratuidade do trasnporte coletivo:


Talinn, Estônia 

Em 2013 a cidade de Talinn, capital da Estônia, implementou o esquema de transporte coletivo gratuito para habitantes, se tornando a primeira grande cidade europeia a adotar o esquema. Para fazer uso da rede completa, que inclui trens, ônibus e bondes, basta que o usuário apresente um cartão registrado na prefeitura (pode ser obtido com uma taxa de 2 euros). Internamente, o programa foi apelidado de “13o. salário”, já que usuários poderão economizar o equivalente a um salário mínimo anualmente - que, por políticos da oposição, foi visto como uma jogada populista para agradar eleitores.


A tarifa ‘gratuita’ custará aos cofres públicos o equivalente a 16 milhões de dólares, custos que devem ser cobertos com o estímulo à economia - de acordo com a prefeitura, foi registrada uma maior mobilidade nos fins de semana, indicando que pessoas saem de casa e gastam mais dinheiro no comércio e em atividades culturais. Já nos três primeiros meses de implementação, estima-se que o uso de carros na capital foi reduzido em 15%, enquanto o número de passageiros do sistema de transporte coletivo subiu 10%. Para suportar a maior quantidade de usuários, Talinn comprou 70 novos ônibus e 15 novas linhas de bonde. O objetivo é ser conhecida como “A Capital Verde” da Europa em 2018.


A cidade chinesa de Chengdu já sinalizou interesse em estudar o modelo de Talinn para oferecer transporte gratuito para seus próprios habitantes - a ideia seria diminuir a quantidade de veículos em suas ruas e amenizar seu trânsito caótico.


Sydney, Austrália
 
                                                                                                                                           imagem  Wikimedia Commons
Algumas linhas centrais da cidade são gratuitas - entre elas dois exemplos de importância crucial para a movimentação de habitantes. A primeira percorre um trajeto no Central Business District, o coração da cidade, que conta com uma grande concentração comercial, assim como opções de programas culturais. Outra linha cruza a região de Kogarah, região que possui muitos hospitais e escolas. Esses percursos são financiados, também, com o dinheiro público - direto dos cofres da prefeitura. 
                                                                                                                                                 imagem  Wikimedia Commons
Changning, China 

Desde 2008, tanto visitantes quanto habitantes de Changning, cidade da província de Hunan, na China, podem usar gratuitamente as três linhas de transporte coletivo. A iniciativa, que custou US$ 1 milhão aos cofres públicos, foi a primeira no país - em outros municípios, o transporte é controlado por empresas privadas que recebem um subsídio das prefeituras. Os custos de manutenção das linhas seriam cobertos por publicidade dentro dos ônibus e subsídios do governo. Logo de início, o uso de ônibus aumentou em dois terços.
Seguindo o modelo de Changning, a cidade industrial de Changzhi também adotou o de transporte coletivo gratuito em 2009.


Baltimore, EUA

Em Baltimore, cidade de cerca de 600 mil habitantes localizada no estado de Maryland, os ônibus são gratuitos e, além de tudo, híbridos - o que significa que o impacto ambiental é reduzido (não há emissões de gases em 40% do tempo de seu funcionamento). São três linhas conectadas a outras opções de transporte, como metrôs e trens. 


E no Brasil?

Já existem cidades pequenas que usam os cofres públicos para financiar completamente seu sistema de transporte. Porto Real, no Rio de Janeiro, não apenas aboliu a tarifa de R$ 0,50 por trajeto, em 2011, como aumentou as linhas de ônibus que atendem o município. Com uma população pequena, de 16 mil habitantes, estima-se que 3 mil deles façam o uso do sistema diariamente. Outra cidade brasileira a adotar o sistema é Agudos, no interior de São Paulo, próxima a Bauru. A gratuidade também foi implantada em 2011, quando se extinguiu a tarifa de R$ 2,40 e, desde então, o uso dos ônibus aumentou em mais de 60%.

Para conhecer outras cidades que aderiram ao transporte coletivo gratuito (completamente ou em algumas linhas), confira o site Free Public Transport.
 por Luciana Galastri 

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MANIFESTANTES PROMOVEM DEBATE SOBRE O FUTURO DAS MOBILIZAÇÕES NO PAÍS


Os protestos que se multiplicam por todo o país, nas últimas semanas, continuaram neste domingo com a mobilização dos manifestantes para discutir propostas e garantir a eficácia do movimento.

                Crianças brincam de protestar em frente ao Congresso, em Brasília
 Em Fortaleza, sede do jogo deste domingo pela Copa das Confederações entre as seleções da Nigéria e da Espanha, um grupo reuniu-se desde as primeiras horas da manhã na 1ª Assembleia Geral de Movimentos de Protesto. 
De acordo com informações postadas na página da assembleia em uma rede social, o evento foi convocado para debater questões de representatividade e as causas que serão defendidas a partir de agora. Após os debates, o grupo também convocava para novo protesto rumo à Arena Castelão, sede da partida.
– É muito confuso, tem muita gente diferente, pouca gente que tem experiência com movimentos organizados. Mas acredito que só o debate em si já é um ponto muito positivo – avaliou Rodrigo Santaella, um dos lideranças do movimento que, segundo ele, reuniu 1,5 mil pessoas pela manhã. Ele informa que não havia policiais reprimindo os debates e que um novo protesto será organizado para a próxima quinta-feira, quando haverá novo jogo do Brasil, para discutir temas como saúde e moradia.
De acordo com o porta-voz da Comunicação da Polícia Militar do Ceará, tenente-coronel Fernando Albano, a corporação ainda não foi informada de protestos nas proximidades do estádio nesta tarde.
– Mas o policiamento é mantido do mesmo jeito para todos os jogos, da mesma forma que houve para o jogo do Brasil – disse.
Segundo o oficial, a PM manterá 2,2 mil homens nas ruas – somado todo o efetivo de segurança, são 6,1 mil – que realizarão cordão de isolamento entre dois e três quilômetros do estádio.
– Haverá todo o planejamento, tem tropa de choque, policiamento ostensivo e turístico para o estádio – relata.
Ele informa que os policiais estão preparados para agir com bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, além de balas de borracha, caso haja depredações e os protestos se tornem violentos.
– O comandante vai avaliar a situação e decidir na hora – resume.
No Recife, que receberá o jogo entre as seleções do Uruguai e do Taiti, a partir das 16h, o representante da assessoria de Comunicação da Polícia Militar de Pernambuco, capitão Marcello Mascarenhas, informa que não há previsão de protestos nesta tarde. Ele não divulgou o efetivo policial que sairá às ruas.
– Estamos prontos todos os dias, e colocamos de acordo com a necessidade – afirmou.
Segundo o oficial, os protestos na capital pernambucana vêm ocorrendo com tranquilidade em sua maioria, sem demandar emprego de força policial mais ostensiva.
– Mas estamos prontos caso seja necessário – alertou.
Para coibir situações de violência, a Secretária de Defesa Social de Pernambuco lançou uma campanha pedindo aos manifestantes que enviem vídeos e fotos de agressões e depredações. O órgão informa que as imagens serão encaminhadas à Polícia Civil e que os autores serão mantidos em anonimato.
Em Brasília, estava prevista para este domingo a Grande Assembleia dos Povos do Distrito Federal, à tarde. Os organizadores promovem o diálogo entre os diversos movimentos e manifestantes para apresentar propostas concretas de reivindicações.
– Desta vez, iremos propor um programa ao invés de denunciar – diz a página do evento em uma rede social.
Em São Paulo, estão programadas três atividades do Movimento Passe Livre (MPL) para esclarecer detalhes sobre a organização. Em São Bernardo, localizada na Grande São Paulo, está sendo convocada concentração no Paço Municipal para protestar contra a má qualidade dos transportes.
No Rio de Janeiro, estava marcada uma nova manifestação a partir das 16h em Copacabana para protestar contra a Proposta de Emenda à Constituição 37 (PEC 37). Pela manhã, houve protesto de mães e crianças no Aterro do Flamengo, enquanto manifestantes continuam concentrados peto da casa do governador Sérgio Cabral, no Leblon, pelo terceiro dia consecutivo.
CORREIO DO BRASIL
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IBOPE : 75% DOS BRASILEIROS APOIAM MANIFESTAÇÕES

Mesmo com cenas de vandalismo, de destruição do patrimônio público e privado e da escalada da violência, manifestações são defendidas pela ampla maioria da população; pesquisa Ibope feita em 79 municípios de todos os Estados revela apoio de 75% e participação de 6%; transporte público é apontado como o principal motivo por 77%; segundo o Datafolha, atos devem continuar em São Paulo para 66% dos paulistanos.

Apesar das cenas de vandalismo, de depredação do patrimônio público e privado e da escalada da violência, institutos de pesquisa captam que os brasileiros apoiam a continuidade das manifestações que têm ocorrido em cidades de todo o País nas últimas semanas. Em São Paulo, palco de manifestações pacíficas, mas também de atos de extrema violência, como o cerco à Prefeitura e as depredações no centro - além da repressão da Polícia Militar no início - a maioria defende que os atos continuem.

Com abrangência nacional, uma pesquisa Ibope mostra que 75% dos brasileiros apoiam os atos que têm ocorrido em diversas cidades nas últimas semanas. De acordo com o levantamento, encomendado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) e divulgado pela revista Época, 6% participaram dos protestos. Nas entrevistas, realizadas nos dias 19 e 20, o transporte público foi apontado como o principal motivo para os atos por 77%, seguido pelos políticos (47%) e pela corrupção (32%).

Realizada com 1.008 pessoas de 79 municípios de todos os Estados, a pesquisa apontou também que 40% apoiam a Copa das Confederações no País, 28% apoiam em parte e 31% não apoiam. Já a Copa do Mundo de 2014 não tem o apoio de 29% dos brasileiros. Os entrevistados deram notas de 0 a 6, de 7 a 8 e de 9 a 10 para políticos de diferentes cargos. A presidente Dilma Rousseff teve o melhor desempenho, enquanto vereadores e deputados receberam as piores notas, segundo a Época.

São Paulo

Uma pesquisa do Instituto Datafolha realizada com 606 pessoas na última sexta-feira e divulgada neste domingo pelo jornal aponta que 66% (dois a cada três) dos paulistanos querem que as manifestações prossigam. De acordo com o levantamento, o apoio se mostra mais contundente entre os mais escolarizados, com renda mensal de cinco a dez salários mínimos ou os mais ricos. Os que se mostram contra (34%) são em sua maioria mais velhos e com renda de até dois salários mínimos.

Na avaliação de 65% dos paulistanos, as manifestações trazem mais benefícios pessoais do que prejuízos. Quanto à pauta das reivindicações, ampliada depois que os protestos aumentaram e se espalharam por outras cidades – ou foi manipulada pela grande mídia 40% defende que ela deva ser a melhoria da saúde, enquanto outros 20% acreditam que a educação deveria ser a principal reivindicação dos ativistas que estão nas ruas.

A Polícia Militar, que no início reprimiu com violência os protestos na cidade de São Paulo, não é bem vista para boa parte dos paulistanos. Segundo o Datafolha, 30% veem a corporação como nada eficiente na prevenção de crimes. O resultado aumentou 3% desde a pesquisa feita no dia 13, quando 105 manifestantes foram feridos, de acordo com os organizadores. Para 43%, a PM é mais violenta do que deveria, parcela que diminuiu 8% depois que os policiais passaram a acompanhar os atos pacificamente.

Fonte: Uol
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sábado, 22 de junho de 2013

MANIFESTAÇÃO DO "MOVIMENTO PASSE LIVRE" DE CURITIBA REUNE MAIS DE 15 MIL PESSOAS


Mais de 15 mil pessoas participaram da 2ª Farofada, “manifestação’’, que iniciou na praça Rui Barbosa. Perguntando para alguns jovens sobre o que reivindicavam, a maioria dizia “ Tem que fazer alguma coisa”, “estamos conta a corrupção”, “ queremos Punição para os políticos ladrão”, para a maioria gritavam palavra de ordem, não queremos Políticos e nem partidos no “movimento do passe livre” pediam para que as pessoas baixasse as bandeiras de Partidos .

Muitos cantavam o hino nacional e gritavam por direitos diversos.a multidão saíram da praça Rui Barbosa pela Rua André de Barros indo pela Desembargador Westphalen, Rua Sete de Setembro,Mariano Torres,Marechal Deodoro,Presidente Farias, contornaram a Praça 19 de Dezembro,e Rua Candido de Abreu ocuparam a praça e ruas defronte ao Palácio do Governo. 

Baderneiros não deixaram de agir, Depredaram totalmente a Estação Tubo  Centro Civíco e quebraram a porta da prefeitura, telefones públicos, atearam fogo em lixo, quebraram telefones públicos, do grupo concentrado em frente ao Palácio do Governo alguns vandalos tentaram quebrar a porta da Sede do Governo do Paraná e a policia entrou em ação com bombas de gás lacrimogênio e de borracha, 30 pessoas foram presas




    FAIXAS E CARTAZES COM DIVERSAS   REIVINDICAÇÕES NA PRAÇA RUI BARBOSA






VÍDEOS  
Vídeo - Lucas Novaes Moreira 


           
 Praça Rui Barbosa dia 21 de junho de 2013 as 18h40 


           
 RUA SETE DE SETEMBRO EM FRENTE A ESTAÇÃO TUBO DA CÂMARA MUNICIPAL DE CURITIBA - PARARAM TODO O TRÂNSITO DOS ÔNIBUS  


                 
MANIFESTANTES PASSAM PELA RUA PRESIDENTE FARIAS - FUNDOS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ 21 DE 06 2013     

             
 RUA CANDIDO DE ABREU - CENTRO CÍVICO EM FRENTE A PREFEITURA DE CURITIBA

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MANIFESTAÇÃO EM CURITIBA TEVE VÂNDALOS INFILTRADOS NO MOVIMENTO CAUSANDO DEPREDAÇÕES E CONFRONTO

Depois de percorrem varias ruas na Capital de Curitiba,mais de 15 mil pessoas em 3 grupos separados, em concentrações de pontos diferentes se encontram no Centro Cívico. 
Rua Sete de Setembro em frente do chopping Estação
Um dos grupos com a intenção de protestar contra o gasto para a Copa de 2014 e na reconstrução da Arena da Baixada,entraram em confronto com o grupo da Torcida Organizada do Atlético,houve lançamento de pedras e rojões só acalmou com a chegada do Batalhão de choque da Polícia Militar.Moradores das imediações do bairro Rebouças e Água Verde ficaram sem luz com a danificação da fiação de energia por um rojão.
Praça Rui Barbosa



 “A cabeça e a calda do da Movimento manifestante” estava muito tranquilo e ordeiro, o problema foi à infiltração de alguns vândalos mascarados que vieram de outros pequenos grupos e criaram estragos na estação Tubo Centro Cívico,prédio da Prefeitura,
A manifestação começou no fim da tarde na Praça Rui Barbosa, no Centro, reunindo mais de 15 mil pessoas, segundo a PM. O grupo ‘mobilizado’ com palavras de ordem e cartazes conduziram a multidão pelas ruas: André de Barros, Desembargador Westhefalen, Sete de Setembro, Mariano Torres, Marechal Deodoro, Presidente Farias, Praça 19 de Dezembro, Candido de Abreu finalizando no Centro Cívico.
Rua Sete de Setembro
 Jovens e adultos pacificamente, com faixa e cartazes, cantavam musicas em paródia política e o hino nacional, mas as pessoas dispersadas (grupo retardatário) chegavam e, mais alguns mascarados infiltrados no Grupo Principal, avançavam contra o prédio, sede do Governo ( mais ou menos de 100 pessoas) jogavam objetos e bombas caseiras.
O  Batalhão de Choque da Policia Militar interveio dispersando os manifestantes que no recuo, começaram a depredação da estação de ônibus Centro Cívico, telefones públicos,portas da Prefeitura, floreiras e muitas outras lojas da região ( de um restaurante  levaram mesas e cadeiras servindo para alimentar o  fogo que fizeram na rua ), uma farmácia foi arrombada tendo seus produtos saqueados. 

 Um ''tornado'' parecia que havia passado pela rua Candido de Abreu ; Tribunal da        Justiça , 5 estações tubos e mais de 100 janelas de vidro da Prefeitura foram quebradas alem de computadores, a sede do Jornal Bem Paraná também sofreu depredação, segundo o Prefeito de Curitiba os estragos chegam mais de 1 milhão.


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PREFEITURA DE COLOMBO REALIZA A CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

Propostas serão levadas para a Conferência Estadual que será realizada em setembro próximo e também para a Conferência Nacional

A prefeitura de Colombo, por meio da Secretaria da Educação, Cultura e Esporte promove neste dia 20, das 8h às 17h, no auditório, da Regional Maracanã, a “Conferência Municipal de Educação”. 

O objetivo é discutir ações e propostas que serão apresentadas na Conferência Estadual de Educação a ser realizada entre os dias 24 a 26 de setembro e na Conferência Nacional de Educação – CONAE, que acontecerá em fevereiro de 2014, no Distrito Federal.

A secretária Municipal da Educação, Aziolê Cavallari Pavin, afirma que na conferência do município haverá um tema central “Todos juntos por uma educação de qualidade” e estará dividido em sete eixos temáticos, quando de forma democrática, profissionais da educação básica, técnica e superior do âmbito público e privado, e vários setores, tais como, entidades sindicais e científicas, instituições religiosas, entidades parlamentares e órgãos de fiscalização e controle irão avaliar diretrizes, metas e estratégias que poderão compor o Plano Nacional de Educação.

Segundo a coordenadora Escolar Estadual no município, Elenize do Rocio Lunardon, na ocasião será possível sistematizar, modificar ou realizar emendas, de acordo com as necessidades de Colombo. “É interessante à participação de pais, alunos, educadores, enfim toda a sociedade civil, porque a Conferência Municipal se trata de um espaço democrático, onde todos terão a chance de dar sua opinião e contribuir com a educação do nosso país”, relata.

CONAE

A Conferência Nacional da Educação – CONAE, tem o objetivo de reunir documentos com propostas de todo o Brasil para resultar na elaboração de idéias que poderão complementar o Plano Nacional de Educação. De acordo com o chefe da área Metropolitana Norte, Sérgio Ferraz, as ações e propostas municipais e estaduais colaboram com a elaboração do contexto do Sistema Nacional de Educação. A CONAE será realizada de 17 e 21 de fevereiro de 2014, em Brasília.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

PREFEITURA DE COLOMBO OFERECE CURSO INTENSIVO

Aulas serão gratuitas, qualquer pessoa pode participar; as vagas são limitadas 
 
 

Durante os dias 8 a 26 de julho, os moradores de Colombo e região terão a oportunidade de conhecer o dialeto usado por seus nonos e nonas. O curso Intensivo Veneto é um projeto da Prefeitura de Colombo por meio da secretaria da Educação, Cultura e Esporte do município, através do Departamento de Cultura e do Museu Cristóforo Colombo.

As aulas serão ministradas no Parque Municipal da Uva pelo historiador e coordenador do Museu, Fábio Machioski. Os interessados poderão escolher entre duas turmas, uma no turno da manhã, com aulas das 10h às 11h30 e outra à tarde das 13h30 às 15h.

O curso e gratuito e qualquer pessoa pode participar. As inscrições serão feitas através dos telefones: (41) 3656-6612 (Museu Cristóforo Colombo)/(41) 3656-8054/3656-8041 (departamento de Cultura) e pelos emails: cultura@yahoo.com.br e cultura@colombo.pr.gov.br. As vagas são limitadas.

MANIFESTAÇÃO EM CURITIBA JUNTA MAIS DE 4 MIL PESSOAS NA BOCA MALDITA E PRAÇA ZACARIAS



Foto Gazeta ST Candida 9 - Protestos emCuritiba,praça Zacarias,concentração para a passeata dia 20-06-2013 17h30

 Mais de 4 mil pessoas no 4º Ato Pela Redução da Tarifa de Ônibus em Curitiba reúniu nesta quinta-feira (20) na Boca Maldita e Praça Zacarias em concentração de vários segmentos sociais. Os manifestantes partiram em direção a Prefeitura e ao Palácio Iguaçu.



 





foto Jornal Gazeta Santa Cândida 20/06/2013
Na porta de entrada,da prefeitura os manifestantes colaram cartazes pedindo mais saúde, educação e segurança

A concentração passeata começou na Boca Maldida e praça Zacarias e se dividiu em dois grupos, um apartidário e outro da “Frente de Esquerda", LGBT e partidos políticos.

O grupo apartidário foi para a Praça Tiradentes enquanto o outro fez passeata na Rua XV de Novembro.


 






foto Gazeta Santa Cândida,20/06/2013 (02)

No Facebook, mais de 53 mil pessoas confirmaram presença no protesto, que reivindica a redução da tarifa de ônibus para R$ 2,60 , a abertura da caixa preta da Urbs e o passe livre estudantil,

pec 37,mais recursos para o sus Curitiba,maisrecursos para educação dentre outros.








CONFIRA VÍDEOS: 


                             



 
                                                                         

                      

JÁ DEU CERTO COM A LEI DA '' FICHA LIMPA'' VAMOS TENTAR!


AMIGOS, COLEGAS, VAMOS ADERIR. O MÁXIMO QUE PODE ACONTECER É NÃO DAR CERTO.
 Se todos nós, pobres mortais, temos que trabalhar 30 anos para conquistar a aposentadoria, eles também podem fazer por merecer.

Vamos acreditar que é possível mudar este País. Depende de nós começarmos este movimento, ou então achar que não vale a pena e ficarmos apenas reclamando. BRASIL, tem que ser
agora.


É SÓ REPASSAR , CASO VOCÊ CONCORDE.


É assim que começa.


Peço a cada destinatário para encaminhar este e-mail a um mínimo de vinte pessoas em sua lista de endereços, pedindo a cada um deles para fazer o mesmo.


Em três dias, a maioria das pessoas no Brasil terá esta mensagem. Esta é uma ideia que realmente deve ser considerada e repassada para o Povo.


Lei de Reforma do Congresso de 2011 (emenda à Constituição) PEC de iniciativa popular: Lei de Reforma do Congresso (proposta de emenda à Constituição Federal).

1. O congressista será assalariado somente durante o mandato.


Não haverá 'aposentadoria por tempo de parlamentar', mas contará o prazo de mandato exercido para agregar ao seu tempo de serviço junto ao INSS referente à sua profissão civil.


2. O Congresso (congressistas e funcionários) contribui para o INSS. Toda a contribuição (passada, presente e futura) para o fundo atual de aposentadoria do Congresso passará para o regime do INSS imediatamente. Os senhores congressistas participarão dos benefícios


dentro do regime do INSS exatamente como todos outros brasileiros. O fundo de aposentadoria não pode ser usado para qualquer outra finalidade.


3. Os senhores congressistas e assessores devem pagar seus planos de aposentadoria, assim como todos os brasileiros.


4 Aos congressistas fica vetado aumentar seus próprios salários e gratificações fora dos padrões do crescimento de salários da população em geral, no mesmo período.


5. O Congresso e seus agregados perdem seus atuais seguros de saúde pagos pelos contribuintes e passam a participar do mesmo sistema de saúde do povo brasileiro.


6. O Congresso deve igualmente cumprir todas as leis que impõe ao povo brasileiro, sem qualquer imunidade que não aquela referente à total liberdade de expressão quando na tribuna do Congresso.


7. Exercer um mandato no Congresso é uma honra, um privilégio e uma responsabilidade, não um uma carreira. Parlamentares não devem servir em mais de duas legislaturas consecutivas.


8. É vetada a atividade de lobista ou de 'consultor' quando o objeto tiver qualquer laço com a causa pública.


"Se cada pessoa repassar esta mensagem para um mínimo de vinte pessoas, em três dias a maioria das pessoas no Brasil receberá esta mensagem. A hora para esta PEC - Proposta de Emenda Constitucional - é AGORA.


É ASSIM QUE VOCÊ PODE CONSERTAR O CONGRESSO.

Se você concorda com o exposto, REPASSE. Caso contrário, basta apagar e dormir sossegado e fique ciente que és omisso.

Você pode ajudar a reformar o Brasil.

NÃO SEJA ACOMODADO. NÃO ADIANTA SÓ RECLAMAR. NÃO CUSTA NADA REPASSAR. VAMOS PARTILHAR



"SE NÃO HOUVER PUNIÇÃO NÃO LIMPAREMOS ESTA BRASIL"




















(Contribuição de iniciativa popular dos leitores do blog e Jornal Gazeta Santa Cândida)


GAZETA DO SANTA CÂNDIDA, JORNAL QUE TEM O QUE FALAR

NO SÉTIMO PROTESTO DE SÃO PAULO, CLIMA É PACÍFICO

Mais de 100 mil pessoas participaram de ato; apenas houve hostilidade entre manifestantes e militantes de partidos políticos

                                                                                                                                                                                         Daniel Teixeira/AE
Manifestante queima bandeira do PT durante a passeata, ato que se repetiu diversas vezes

 A sétima manifestação organizada pelo Movimento Passe Livre (MPL) desde o aumento das tarifas de ônibus em São Paulo ocorreu de forma pacífica e reuniu 100 mil pessoas na noite de quinta-feira,20, em São Paulo, segundo a Polícia Militar. Após o registro de confrontos com a PM em manifestações anteriores, os conflitos e hostilidades desta vez se limitaram aos participantes:

 principalmente entre grupos apartidários e militantes do PT e de outras siglas que tentavam exibir as bandeiras de suas legendas. Da paulista, a passeata se dividiu, com blocos indo para a Prefeitura, a Assembleia Legislativa e a Câmara Municipal. À meia-noite, o movimento já estava disperso e apenas um pequeno grupo seguia na Rua Augusta. 

Às 19h, cerca de 150 manifestantes do PT desistiram de permanecer na passeata, por causa da crescente hostilidade por parte dos manifestantes que não queriam a presença de partidos no ato. Nesse momento, a passeata ainda se concentrava na Avenida Paulista. Um manifestante ferido, supostamente ao tentar defender uma bandeira política. 


Após a concentração na Praça do Ciclista, a multidão se dividiu, com um grupo marchando no sentido Paraíso e outro parado no Conjunto Nacional. Havia cartazes pedindo o fim da corrupção e a redução da maioridade penal, além de criticar os partidos. Na Praça do Ciclista, permaneceram grupos ligados à causa original da redução da passagem, com bandeiras de movimentos ligados a siglas partidárias, como, por exemplo, o "Juntos", braço jovem vinculado ao PSOL.


Shopping. Clientes do Shopping Paulista tiveram de sair às pressas durante a passagem de manifestantes pela região. As lojas foram fechadas e os seguranças conduziram as pessoas pelas portas do fundo. Mas o designer Rodrigo Sanches, de 29 anos, disse que "não houve tensão". O centro de compras permanecia de portas fechadas. 


A marcha prosseguiu pela Avenida 23 de Maio, bloqueando as pistas nos dois sentidos, quando houve nova divisão. Um grupo seguiu na direção do centro e da Prefeitura, enquanto outro caminhou para o Ibirapuera, onde se encontra a Assembleia Legislativa. Naquele momento, um pequeno bloco de pessoas já se concentrava na frente da Câmara Municipal. O policiamento havia sido reforçado no Viaduto do Chá - onde foram registrados atos de vandalismo tanto na sede da Prefeitura quanto no Teatro Municipal de São Paulo na terça-feira, 18. /ARTUR RODRIGUES, BRUNO RIBEIRO, BRUNO PAES MANSO, BRUNO DEIRO, LUCIANO BOTTINI FILHO e DIEGO ZANCHETTA
 ESTADÃO

GAZETA SANTA CÂNDIDA,JORNAL QUE TEM O QUE FALAR

quinta-feira, 20 de junho de 2013

PC DEFLAGRA OPERAÇÃO COLOMBO E PRENDE QUADRILHA EM NACHADINHO

A Polícia Civil deflagrou na cidade de Machadinho do Oeste a operação Colombo com o objetivo de combater o tráfico de drogas no município. Durante duas semanas de operação, foram apreendidos cerca de cinco quilos de entorpecentes (cocaína e maconha) e na noite da última terça-feira, 18 as ações de investigação tiveram um desfecho surpreendente.

Policiais civis estavam em campana na noite do dia 18 de junho em frente ao Hotel Amazonas, que fica localizado no Centro da cidade de Machadinho do Oeste, com o objetivo de interceptar uma entrega de entorpecentes. Por volta das 23h, o suspeito M. A. S., de 32 anos, vulgo “Marquinhos mototáxi” chegou ao local em sua motocicleta, em ato contínuo foi abordado pelos policiais e com ele foram encontrados três invólucros de cocaína escondidos em suas vestes íntimas.

Em seguida, os policiais civis montaram uma estratégia para descobrir a quem seria entregue o entorpecente. O usuário logo foi identificado como sendo M. N., de 25 anos, ao ser questionado por um dos policiais que estava hospedado o suspeito relutante o levou até o aposento, ao entrar tentou fechar a porta para que o policial ficasse do lado de fora e foi prontamente impedido por este. No interior do quarto haviam outros quatro homens e várias mochilas. Ao serem abordados, os suspeitos recusaram-se a atender as ordens do policial que estava sozinho e fingiu negociar com eles para ganhar tempo até a chegada de reforços.

Pouco tempo depois, uma guarnição da Polícia Militar chegou ao local para dar apoio. Ao verem a quantidade de policiais no local, os suspeitos entraram em pânico, jogaram suas armas por cima do muro e tentaram evadir-se pelos fundos do hotel, mas foram perseguidos e contidos à força pelos policiais. Os suspeitos confessaram estar planejando roubar o proprietário de uma loja de materiais para  construção local. Um dos envolvidos (M. A.S.) teria informado que a vítima possuía R$ 500,000,00 (quinhentos mil reais) em seu poder.

Graças a esse excelente trabalho de investigação da Polícia Civil e ao apoio da Polícia Militar, foram presos seis homens, sendo eles A. M. R., 27 anos,W. G. R., de 26 anos, R. A. R. de 25 anos, M. N. de 25 anos e ainda C. V. S.; todos por porte ilegal de arma de e formação de quadrilha. M. S. vulgo Marquinhos - mototáxi pelo crime de tráfico de drogas. Na operação foram apreendidas três armas de fogo calibre 38, cerca de mil reais em espécie, algumas porções de entorpecentes e dois veículos. O nome da operação faz jus ao resultado surpreendente da ação na qual a autoridade policial objetivava apenas combater o tráfico de drogas na localidade. Com informações da SSP/Ascom/-RO

quarta-feira, 19 de junho de 2013

" ESTAMOS DIANTE DE UMA ESFINGE", DIZ HISTORIADOR SOBRE MANIFESTAÇÕES



'É como se estivessem dizendo: existe um mundo velho, no qual não nos encaixamos', diz filósofo

Intelectuais tentam compreender movimento que despreza a mediação política e tem rumo imprevisível



Eduardo Maretti,RBA


‘O movimento que toma as ruas de todo o país ainda não pode ser definido por parâmetros científicos, sociológicos e políticos definitivos. “Estamos diante de uma esfinge. O movimento pode tomar qualquer rumo”, diz, por exemplo, Lincoln Secco, professor do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.  “É um movimento de grande apelo de juventude, no qual há uma linha divisória muito forte. É como se estivessem dizendo: ‘existe um mundo velho, no qual não nos encaixamos, não nos sentimos respirando dentro dele’. Isso até explica a vagueza do movimento e o fato de que se pode ir desde reivindicações típicas de movimentos sociais, como a inicial, a revogação de aumento do ônibus, até questões mais entrópicas, como uma mudança no perfil da cidade”, acrescenta o filósofo Renato Janine Ribeiro, professor de Ética e Filosofia Política da USP.

Para ele, uma das principais e mais enaltecidas características das manifestações, que é não ter lideranças definidas, “é mais uma qualidade do que um defeito”. “O fato de não ter identidade definida é próprio de um movimento, por um lado, de juventude, e por outro de um período em que a política ou economia já não satisfazem, quando não se consegue definir as coisas em termos do que tradicionalmente é direita e esquerda, um período entre o velho e o novo”.  

Lincoln Secco considera o movimento “surpreendente”. “Porque, do ponto de vista da história do Brasil, desde 1992, com a campanha do impeachment, não havia tantas pessoas nas ruas de maneira simultânea, em várias cidades.” Porém, o historiador vê uma diferença “crucial” entre o atual movimento e as greves no ABC nas décadas de 1970, 1980, as Diretas Já em 1984 e as manifestações pelo impeachment de Fernando Collor de Mello, em 1992: “aqueles eram movimentos que acabavam sendo dirigidos por alguma organização pré-estabelecida, por um partido, sindicato ou, no caso de 1992, pela UNE, que acabou filtrando o processo. Hoje não temos um partido, um sindicato, uma união de estudantes que fale por esse movimento”, aponta Secco.

Nesse ponto, o sociólogo e blogueiro Emir Sader  discorda. “Há liderança, sim, pois apareceu gente falando em nome do movimento. Isso de não ter liderança é bobagem”, diz.  Para o historiador da USP, o Movimento Passe Livre é “muito interessante” justamente  por ser “horizontal, mas ao mesmo tempo exigir que as pessoas que definem a sua política sejam participantes orgânicos. E, no processo, até mesmo o MPL foi ultrapassado pelas ruas”. “Ser horizontal não significa que não haja organização e liderança", diz Secco. "Obviamente, um movimento horizontal vai nomear pessoas para eventualmente negociar em seu nome. Às vezes os intelectuais têm dificuldade de entender que há outras formas de organização além das partidárias e hierárquicas.”

Emir Sader, entretanto, diz que fora a questão circunstancial sobre o aumento das passagens de ônibus ou mesmo a repressão violenta das polícias de São Paulo e Rio de Janeiro de uma semana para cá, o movimento atingiu a inesperada magnitude observada na noite de ontem (17) por um problema “mais de fundo”, nas palavras do sociólogo. “Não existe política para a juventude. O governo federal não discute a questão do aborto, está contra a descriminalização das drogas. Teve uma gestão do Ministério da Cultura (da Ana de Hollanda) trágico, que agora melhorou um pouco, mas pouco.” Atualmente, a ministra da Cultura é a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy.

“Temas que têm a ver com  os jovens não fazem parte do ideário geral da política. Mesmo Lula, que foi o maior líder político que a gente já teve, não tem interlocução com a juventude. Os jovens estão afirmando sua presença, o que é bom. A pior coisa que pode acontecer é uma juventude passiva”, afirma Sader.

Na mesma linha, Renato Janine aponta “agendas que os políticos não costumam considerar”. Ele cita como exemplo a questão da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, presidida desde março pelo deputado Pastor Marco Feliciano (PSC). “A base governista e sobretudo o PMDB deram a comissão para aquele deputado, o Feliciano, e por quê? Porque os direitos humanos são irrelevantes. Coisas irrelevantes para os partidos podem ser muito importantes na vida as pessoas. Seria bom os políticos perceberem isso.” 

Primavera árabe



Tanto Janine Ribeiro como Lincoln  Secco veem similaridades entre o que está acontecendo no Brasil e o processo desencadeado no Oriente Médio no segundo semestre de 2010 e que redundou, como fato mais significativo, no fim de quase 30 anos de governo Hosni Mubarak no Egito, em fevereiro de 2011.

Para o filósofo da USP, há semelhanças, “mas não tem nada a ver com globalização". Segundo ele, "o maio de 68 em Paris não tinha essa globalização e os movimentos são muito parecidos. Claro, há as redes sociais, mas um ponto que chama a atenção nesse sentido é de um movimento que vai muito além das suas causas, os 20 centavos dos ônibus, por exemplo.

 Todas essas explicações são muito pequenas perto do que surge”, analisa.

“Do ponto de vista mundial, o MPL se enquadra perfeitamente no processo que começou com a Primavera Árabe e que, como nos EUA e no sul da Europa, foi espontâneo”, avalia Secco. “Isso dá a força e a fraqueza do movimento. Força porque qualquer manifestação espontânea acaba sendo mais atrativa para as pessoas que rejeitam partidos e políticos em geral; mas num segundo momento, não consegue traduzir a força numa nova política. Na Primavera Árabe, o movimento foi forte, mas depois houve eleições e as forças que ganharam as eleições não representavam o movimento.”

A questão da rejeição do movimento e políticos e partidos “não é uma novidade”, para Lincoln Secco. “Se há algo positivo na rejeição aos partidos e políticos, o fato de a juventude buscar novas formas de se manifestar e se organizar, há o risco de um movimento desse tipo ser uma força que é só formalmente apolítica, mas que é na verdade um discurso conservador.”