segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O TEMPO PASSA , O TEMPO VOA, E OS LADRÕES DO BAMERINDUS E BANESTADO CONTINUAM NUMA BOA.

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Duas grandes roubalheiras comprometeram o progresso e o desenvolvimento do povo paranaense para favorecer políticos corruptos. 

A quebra do Banestado e a venda do Bamerindus seguiram roteiros parecidos, favorecendo verdadeiras quadrilhas organizadas em torno da política local, estadual e nacional.

 Na verdade, os maiores ladrões do Brasil não estão nas penitenciárias e delegacias, mas soltos, nas colunas sociais.

O Bamerindus, em 1997, presidido na época por José Eduardo de Andrade Vieira, sofria ataques sistemáticos da mídia e boatos sobre possível inadimplência. 

Em alguns setores e corredores palacianos dava-se como certa a “quebra do Bamerindus”. Entretanto, a realidade era outra, o banco paranaense tinha 1.241 agências, ativos de mais de 10 bilhões de reais e uma das maiores e rentáveis seguradoras do país. 

O que aconteceu para que o banco fosse entregue de mão beijada ao HSBC? Hoje, finalmente, o livro “Privataria Tucana” revela os bastidores da campanha para tirar o Bamerindus dos paranaenses: o ex-ministro das Comunicações, Sérgio Mota, havia pedido 100 milhões de reais ao banqueiro José Eduardo de Andrade Vieira como doação para a campanha de FHC.

 O banqueiro disse não, embora colocasse avião com piloto à disposição da campanha e fizesse outras doações em dinheiro.

Meses depois da campanha o HSBC recebeu dinheiro do governo – na surdinha – para comprar o Bamerindus:

431,8 milhões de reais do Banco Central foram entregues ao HSBC para reestruturar o Bamerindus e saldar dívidas de reclamações trabalhistas. Além do dinheiro, o Banco Central limpou a parte problemática da carteira imobiliária, repassada para a Caixa Econômica Federal, que por sua vez recebeu 2,5 bilhões do Proer. Ou seja, o Brasil comprou o Bamerindus para o HSBC e o Paraná perdeu um dos maiores bancos do país.

Com o Banestado o escândalo foi ainda maior. O maior desvio de dinheiro na história do Paraná chega a de 19 bilhões de reais durante o governo Jaime Lerner, com a quebra do Banestado, um dos bancos mais fortes e promissores do país, com 70 anos de trabalho financiando o progresso do nosso Estado. A “quebra” do Banestado foi um processo rápido e serviu para enriquecer quadrilhas organizadas e políticos de dentro e de fora do banco.

O Banestado foi quebrado numa espécie de “queima de arquivo” para esconder falcatruas e roubalheiras com o dinheiro público. Doleiros presos nos anos que se seguiram confessaram que entregavam dinheiro vivo, fruto da roubalheira, ao ex-governador e deputados da sua base de apoio na Assembleia Legislativa do Estado do Paraná.

Este caso precisa ser relembrado porque não foi devidamente tratado pela chamada “grande” imprensa.

Estas informações foram publicados no livro “Histórias sobre Corrupção e Ganância” do corajoso jornalista Wilson J. Gasino, baseado na CPI do Banestado instalada na Assembleia Legislativa sob a presidência do deputado Neivo Beraldin. Portanto, são fatos reais, fruto de mais de seis meses de pesquisas na documentação levantada pela CPI.

Os paranaenses precisam saber desses fatos porque estão pagando a conta, até o ano de 2029. Dinheiro roubado que faz falta na construção de presídios (contratação de policiais) escolas, universidades, postos de saúde etc., está sendo usado para pagar o maior roubo da história do Paraná. E os ladrões – na maioria políticos - estão impunes, gastando o dinheiro roubado, rindo do povo paranaense e da Justiça, de quem roubaram essa grande fortuna.

 A roubalheira no Banestado não parou por aí. O banco depois de saqueado por corruptos foi vendido ao Itaú, mas a dívida, o prejuízo, ficou para o povo paranaense, que vai pagar até 2029 o dinheiro roubado, e o banco comprador, o Itaú, ficou só com a parte boa, com o lucro abusivo de dívidas avaliadas à menor.

 “O Relatório Final da CPI do Banestado, com 1.142 páginas foi entregue à sociedade em dezembro de 2003 e encaminhado ao Ministério Público, que propôs várias ações, das quais já resultaram dezenas de condenações, inclusive de diretores e ex-presidentes do Banestado. 

O livro “Histórias sobre Corrupção e Ganância” resulta de mais de seis meses de pesquisas na documentação levantada pela CPI e conversas com o deputado Neivo Beraldin, conta algumas das histórias mais impressionantes, citando nomes dos envolvidos (funcionários, diretores, políticos e empresários), valores, modus operandi e até as ações e condenações já existentes na Justiça. 

O livro conta, também, os bastidores das disputas e manobras que muitas vezes ficam longe do conhecimento da sociedade, mas que configuram uma verdadeira guerra travada nas trincheiras políticas”.

Após o lançamento deste livro, ele misteriosamente “desapareceu” das livrarias. Alguns dos favorecidos na roubalheira do Banestado correram para comprar os exemplares editados para impedir a população de ter acesso às informações e denúncias publicadas. Felizmente algumas dezenas de livros foram salvos e estão disponíveis em diversos sebos da cidade. 

Trata-se de um livro raro, essencial para aqueles que desejam saber onde foi parar os mais de 19 bilhões roubados do povo paranaense no governo Jaime Lerner, de triste memória.

Políticos corruptos roubaram dois bancos do povo do Paraná. Bancos que financiavam o progresso e o desenvolvimento dos paranaenses. Os ladrões continuam impunes, frequentando as colunas sociais da mídia incompetente.

PM QUE MATOU JOVEM EM ABORDAGEM NA ZONA NORTE DE SP É PRESO

PM que matou jovem em abordagem na zona norte de SP é preso

       "José Rodrigues exibe o RG do
            filho Douglas, morto por PM 
            durante abordagem na zona norte de SP"
Adolescente de 17 anos levou tiro no peito dentro do carro, no domingo; morte causou revolta na vizinhança e onda de depredação no bairro
stá preso no Presídio Romão Gomes o policial militar que matou o adolescente Douglas Martins Rodrigues, de 17 anos, durante abordagem na Vila Medeiros, na zona norte de São Paulo, no domingo, 27. 
"Um episódio lamentável, mas as providências foram tomadas, o policial foi autuado em flagrante por homicídio. Já está preso. Nós queremos concluir rapidamente a investigação para que o  inquérito seja levado à Justiça e que ela possa analisar e decidir", disse o secretário de Segurança, Fernando Grella Vieira.

O corpo de Douglas foi enterrado no fim da tarde desta segunda-feira, 28, no Cemitério Parque dos Pinheiros, também na zona norte. O velório começou por volta das 6h em uma igreja da Avenida Roland Garros, no Jardim Brasil.

A Vila Medeiros foi alvo de protestos de vizinhos que, na noite de domingo, após o assassinato, ficaram revoltados com a ação da polícia. Na manifestação, com cerca de 300 pessoas, duas lotações, um ônibus e um carro foram incendiados e lojas foram saqueadas. A PM interveio com bombas de gás e balas de borracha para a dispersão.

Os vizinhos alegam que Douglas, que era estudante do 3° ano do Ensino Médio, foi abordado pelos policias e, sem ter reagido, levou um tiro. Os policiais sequer teriam falado com a vítima. O policial Luciano Pinheiro Bispo foi autuado em flagrante pelo homicídio e alega que o disparo foi acidental.

A vítima estava acompanhada de um colega e um irmão mais novo de 13 anos. O irmão foi ouvido pela polícia e disse que eles iriam até o pai de um colega avisar que queriam participar de um festival de pipas em Atibaia. Enquanto estavam na Rua Bacurizinho, no Jardim Brasil, conversando com o pai desse garoto, uma viatura passou deu a volta e um PM atirou contra o peito de Douglas, que estava no carona.

"Por que o senhor fez isso comigo?", teria dito a vítima, de acordo com o irmão. Ainda segundo ele, os policias ficaram nervosos e não sabiam o que fazer. Eles levaram 10 minutos para socorrer o rapaz. Ele foi levado inconsciente ao hospital, onde morreu.

O corpo de Douglas foi liberado do IML na manhã desta segunda. O motorista José Rodrigues, de 44 anos, diz que o filho era um garoto trabalhador e que havia acabado de comprar um carro para usar quando completasse 18 anos, em fevereiro. O veículo modelo Gol custou R$ 5,5 mil - metade do valor havia sido paga por Douglas com o seguro desemprego. "O resto a gente vê o que vai fazer", disse o pai. Douglas trabalhava em uma lanchonete como chapeiro. Colaborou Caio do Valle


domingo, 27 de outubro de 2013

NEONAZISTA QUE ENFORCOU MENDIGO RECEBE LIBERDADE

Justiça permite liberdade a neonazista preso após enforcar morador de rua. Juíza Raquel Vasconcelos Alves de Lima concedeu alvará de soltura para Donato Di Mauro

neonazista donato di mauro
 Morador de rua foi agredido por neonazista Donato Di Mauro (Arquivo) 

 Os advogados de Antônio Donato Baudson Peret, conhecido como Donato Di Mauro, de 25 anos, devem acompanhar os procedimentos que irão possibilitar a saída do neonazista detido na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem. A juíza da 9ª Vara Criminal da Justiça Federal de Belo Horizonte, Raquel Vasconcelos Alves de Lima, concedeu o alvará de soltura para o jovem nesta quarta-feira (23).

Em abril deste ano, a Polícia Civil prendeu o auxiliar de ourives no interior de São Paulo. Ele saiu da Capital mineira após a repercussão de uma postagem feita em seu perfil no Facebook que chamou a atenção das autoridades. Donato divulgou uma foto na qual aparecia enforcando um morador de rua negro na Savassi. Na legenda da imagem, o rapaz justificava dizendo que o homem agredido era usuário de drogas.

Marcus Vinícius Garcia Cunha, de 26 anos, e João Matheus Vetter de Moura, de 20, acabaram sendo detidos em Belo Horizonte na mesma operação, suspeitos de integrarem o grupo do qual Donato fazia parte. Nos perfis mantidos pelos três em redes sociais foram identificadas diversas mensagens de ódio com conteúdo racista e nazista. Eles ainda são acusados de participação em agressões e ameaças contra hippies, homossexuais, moradores de rua e negros em Belo Horizonte.

Em outubro, João Matheus foi solto após cumprir um mandato de prisão temporária de dez dias. Já Marcus Cunha conseguiu sair da Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria na semana passada, quando a Justiça concedeu um habeas corpus ao acusado.

Eles respondem a processos por formação de quadrilha, racismo e divulgação do nazismo.

sábado, 26 de outubro de 2013

O DESAFIO DA ESQUERDA ( SOBRE OS PROTESTOS DE JUNHO )


Por Fabiano dos Santos

“Os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem como querem: não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado”. A frase consta do primeiro parágrafo da clássica obra de Karl Marx, O 18 Brumário de Luís Bonaparte. Segundo o genial analista político alemão, as circunstâncias são essenciais para entender o sentido e efeito das escolhas e os cursos de ação tomados pelos indivíduos e grupos sociais. Circunstâncias podem ser entendidas como um conjunto de fatores que escapam ao desígnio dos agentes da história, isto é, que não dependem de sua vontade, mas que, no entanto, serão determinantes para o resultado final do processo. Processo aqui entendido como conflito, como disputa e alianças entre indivíduos e grupos tendo em vista a defesa de seus interesses, valores, ideias e identidades.

Nada mais importante na atual conjuntura brasileira do que revisitar o ensinamento de Marx contido em sua brilhante análise de conjuntura. Na França revolucionária de meados do século XIX, classes e frações de classes, grupos e facções políticas, cada um agindo na direção de maximizar seus interesses, da conquista de seus ideias e valores mais caros, acabaram por produzir resultado não desejado por ninguém, resultado, ademais, que em nada traria de novo na vida política francesa de então: trouxe sim o retorno do déspota, do estado autoritário e do golpe como instrumento de tomada do poder. Nem o sobrenome do ditador, no caso, encerraria alguma novidade.

Por que o ensinamento é importante para o momento atual, relevante, em suma para se pensar a política brasileira neste início do século XXI? Total esquecimento dos achados mais relevantes da obra política de Marx é o mínimo que se pode dizer sobre a atuação e discurso de boa parte da esquerda brasileira, sobretudo, a partir das manifestações ocorridas em junho do corrente ano. Quando Marx, no 18 Brumário, se refere às “circunstâncias”, fator chave para o sucesso da ação política, tinha duas coisas em mente: correlação de forças e estrutura social. Uma boa estratégia política é aquela que observa seus contendores e possíveis aliados, bem como os recursos com os quais contam, sendo os atores participantes do jogo, assim como seus recursos em boa parte decorrência da estrutura social.

A estrutura social brasileira hoje é fruto do tipo de capitalismo, com forte participação do estado, que temos desenvolvido desde a revolução de 30, com suas transformações e permanências. Seus atores sociais e políticos mais importantes advêm desta trajetória, sendo qualquer agenda minimamente factível de desenvolvimento dependente em alguma medida de um comportamento cooperativo destes. O papel da política democrática, bem como o de suas instituições é exatamente o de servir de mediação dos interesses em conflito de forma a gerar pautas socialmente inclusivas e de expansão econômica, pautas que contem com boas chances de aprovação e realização.

Plausível, portanto, sustentar que a superação dos obstáculos ao crescimento e ao estabelecimento de políticas públicas eficientes de inclusão social depende da criação de contextos de cooperação e explicitação de divergências entre os principais protagonistas de cena econômica e social. É plausível também sustentar que a Constituição de 88 fornece excelentes instrumentos aos governantes para o estabelecimento de tais contextos. Se é assim, a pedagogia política que ficou das manifestações de junho não é boa. Intolerância, grito e depredação são seus instrumentos. Idealismo e voluntarismo, sua inspiração teórica. Decepção e surpresa, a continuar a tergiversação esquerdista, serão seu provável resultado.  

*Fabiano dos Santos é Cientista político, professor e pesquisador do IESP/UERJ

ALMIRANTE TAMANDARÉ COMPLETA 124 ANOS

 No próximo dia 28 de outubro, Almirante Tamandaré comemora mais um ano de emancipação política 

 

A Prefeitura Municipal de Almirante Tamandaré parabeniza todos os tamandareenses na comemoração dos 124 anos de emancipação política do município. No dia 28 de outubro de 1889, nascia a atual Almirante Tamandaré, terra dos minérios e do solo fértil para a agricultura. Comemora este ano, junto com seus 103 mil habitantes, mais um ano de história. 

Cada vez mais desenvolvida, a cidade acolhe pessoas que nasceram aqui, e outras que aqui chegaram construíram família e adotaram o Município como sua cidade do coração. Além disso, cada dia mais empresas escolhem o Município de Almirante Tamandaré para estabelecer seu negócio gerando renda e emprego para a população. 

E é essa confiança que a prefeitura busca a cada dia retribuir para seus moradores e investidores. Com trabalho, dedicação e vontade está realizando sonhos da nossa gente acolhedora, trabalhadora que constrói um município cada vez melhor.

COLOMBO REALIZA 8ª CAMINHADA INTERNACIONAL DA NATUREZA

Circuito que acontece no dia 27, domingo, contemplará a região do Imbuial da Roseira

No próximo dia 27, domingo, acontece a 8ª edição da Caminhada Internacional da Natureza. Moradores de Colombo e região estão convidados para participar do trajeto de aproximadamente 11,1 km e que percorre pontos importantes da cidade.

O evento, que é realizado pela Prefeitura Municipal de Colombo, através da secretaria da Indústria, Comércio e Turismo, é aberto para a participação de pessoas de todas as idades, sendo uma opção divertida para toda a família.

Os participantes irão se concentrar em frente à Igreja Nossa Senhora da Luz, na Rua Vicente Betinardi, 70, no bairro Roseira, onde poderão realizar alongamentos e exercícios antes da saída da caminhada, que acontecerá a partir das 8h30 até as 9h30. Após a largada, os participantes irão se deslocar por quatro postos.

Os postos por onde os visitantes irão passar e apreciar algumas das belezas de Colombo são: 1º: Restaurante e Café Colonial É da Pam; 2º: Chácara Seu João; 3º: Sítio Santa Terezinha e 4º: bifurcação Pedro Taverna, até a chegada que será no mesmo local da concentração, a Igreja Nossa Senhora da Luz.

Antes da saída, a comunidade local estará servindo café da manhã a ser servido a partir da 7h30 até as 9h30 ao custo de R$ 8,00, com bolos, pão caseiro, geleias, café, leite e suco natural, e a boa comida também estará à disposição dos participantes. No almoço, o cardápio terá frango e porco assado, risoto, arroz branco e salada a R$ 20,00, servido a partir das 11h30. Lembrando que tanto o café quanto o almoço é opcional.

As inscrições estão disponíveis através do link – http://colombo.caminhadas.info ou pelo site www.ecobooking.com.br até dia 24/10, na qual já deverá ser reservado o almoço e café da manhã. A organização está solicitando a doação de 1kg de alimento não perecível que será doado a PROVOPAR – Colombo.

PREFEITURA FIRMA CONVÊNIO PARA GESTÃO DO HOSPITAL MATERNIDADE ALTO MARACANÃ

Contrato assinado por meio da Secretária da Saúde visa garantir o acesso dos usuários do sistema municipal

Hospital Maternidade Alto Maracanã possui 40 leitos para atendimentos obstétricos

Com o objetivo de oferecer um atendimento de qualidade, a prefeitura de Colombo firmou convênio com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba para que esta instituição realize a assistência à saúde aos pacientes do Hospital Maternidade Alto Maracanã (HMAM).

Composto por 40 leitos onde são realizados atendimentos obstétricos, o contrato firmado por meio da Secretária da Saúde visa garantir o acesso dos usuários do sistema municipal em conjunto com as Unidades Ambulatoriais mantidas pelo município.

“É nesta maternidade que nascem as nossas crianças, que são o futuro do município, e por isso, temos a obrigação de oferecer um serviço de qualidade, o qual não medimos esforços para garantir todo suporte necessário para as mamães e seus bebês”, afirmou a prefeita de Colombo, Beti Pavin.

Foto: Bruno do Carmo

NINGUÉM VIU A PESQUISA IBOPE NO JORNAL NACIONAL

Rede Globo decide exibir resultados da pesquisa Ibope que aponta vitória de Dilma em 1º turno apenas na Globonews, de menor audiência

pesquisa ibope jornal nacional
Por que o Jornal Nacional, principal telejornal da Tv aberta do Brasil, omitiu a última pesquisa Ibope para as eleições presidenciais de 2014?
Por que ninguém viu, no principal telejornal do Brasil, os números da última pesquisa Ibope divulgada ontem (24) para a corrida presidencial? A direção de jornalismo da Globo avaliou que era uma notícia menor, que não mereceria nem 30 segundos no Jornal Nacional. O tema só foi abordado na Globonews, voltada para um público bem mais restrito.

Pergunta: teria sido assim se, em vez de vencer em primeiro turno, Dilma caísse na pesquisa?

Abaixo, a notícia divulgada nesta quinta-feira em Pragmatismo Político:

Novo Ibope
Dilma vence em todos os cenários
 
A presidente Dilma Rousseff ganharia as eleições do dia 5 de outubro de 2014 com folga no primeiro turno contra qualquer rival em caso de aspirar a sua reeleição, segundo pesquisa de intenções de voto realizada pelo Ibope e divulgada nesta quinta-feira. Dilma receberia entre 39% e 41% dos votos, mais do que a soma das preferências pelos adversários.

Esta é a primeira pesquisa realizada pelo Ibope desde que a ex-senadora e ex-ministra Marina Silva anunciou sua filiação ao PSB. A legenda ainda não decidiu se lançará Marina ou seu presidente, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos.
Segundo a pesquisa, Campos receberia 10% dos votos, enquanto Marina Silva, terceira candidata mais votada nas eleições presidenciais de 2010, ficaria 21% dos votos.

O senador Aécio Neves, candidato quase certo do PSDB, a maior força da oposição, receberia entre 13% e 14% dos votos.

Em qualquer caso, Dilma derrotaria qualquer adversário em um hipotético segundo turno. A atual presidente seria reeleita com margens de entre 42% e 47% dos votos, e a rival melhor posicionada seria Marina Silva, que seria a favorita de 29% dos eleitores em um hipotético segundo turno.

A pesquisa tem uma margem de erro de dois pontos percentuais e foi feita entre os dias 17 e 21 de outubro, com perguntas a 2.002 eleitores em 143 municípios de todo o País.

Cenário A:

Dilma Rousseff 41%
Aécio Neves 14%
Eduardo Campos 10%
Dilma 41% – Adversários 24%

Cenário B

Dilma Rousseff 39%
Marina Silva 21%
Aécio Neves 13%
Dilma 39% – Adversários 34%

Cenário C

Dilma Rousseff 40%
José Serra 18%
Eduardo Campos 10%
Dilma 40% – Adversários 28%

Cenário D

Dilma Rousseff 39%
Marina Silva 21%
José Serra 16%
Dilma 39% – Adversários 37%

Pragmatismo Politico, com portal 247

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

RICHA ANUNCIA R$ 240 MILHÕES ÀS CIDADES DO LITORAL DO PARANÁ

 
O governador Beto Richa anunciou neste sábado, 19,  em Matinhos, no litoral do Paraná, R$ 240 milhões para Matinhos e Pontal do Paraná. A maior parte dos recursos (R$ 200 milhões) é para ampliar o sistema de coleta e tratamento de esgoto nas duas cidades. "É o maior volume de investimentos que o Governo do Estado fez no Litoral, região que era lembrada em outros governos apenas no período de veraneio. Aqui também moram pessoas que merecem atenção e melhoria na sua qualidade de vida", disse Beto Richa.

Mais de três mil pessoas acompanharam Richa em Matinhos. A interação do governador com as crianças e com os moradores do litoral podem ser comprovadas pelas fotos do mestre Orlando Kissner.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

ROBERTO JEFFERSON PODERÁ MORRER SE FOR PRESO, DIZ DEFESA

Jefferson pode morrer se for preso, diz defesa
Réu que denúnciou o esquema foi o primeiro a apresentar recurso nesta leva de embargos; defesa pede que ele seja perdoado devido ao seu estado de saúde

Na primeira leva de mensaleiros que devem ir para a cadeia, o ex-deputado Roberto Jefferson pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o perdão judicial ou ao menos para não ser preso e cumprir uma pena alternativa. Se for preso, argumentam os advogados, Jefferson poderá morrer.

O novo recurso de Jefferson é o primeiro da leva de embargos que o presidente do STF, Joaquim Barbosa, adiantou que seriam meramente protelatórios. Os recursos devem ser rejeitados, o que abrirá caminho para a prisão imediata de Jefferson e outros 12 condenados que não têm direito a novo julgamento.

Condenado a 7 anos e 14 dias pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Jefferson alega que suas declarações à época foram fundamentais para a descoberta do esquema do mensalão e consequente punição dos envolvidos. Apesar disso, sua pena foi reduzida em um terço. A defesa sustenta que, em razão de sua ajuda, a punição poderia ser perdoada ou reduzida em pelo menos dois terços.

"Não há qualquer razão para que não se tenha ofertado ao embargante o perdão judicial nos moldes previstos pela própria Lei de Regência. O que mais se poderia exigir das declarações do embargante?", questiona a defesa.

não seja perdoado, Jefferson pede para não ir para a cadeia, cumprir pena alternativa ou, em última hipótese, para cumprir a pena em casa. "Tendo em vista o gravíssimo estado de saúde em que ele se encontra", alegam os advogados, a pena imposta a Jefferson deveria ser substituída por pena alternativa "por uma questão legal e, acima de tudo, humanitária". Caso contrário, afirma a defesa, a prisão seria para Jefferson "verdadeira pena de morte!".

Conforme laudo médico apresentado pelos advogados, Jefferson é "portador de Síndrome Metabólica" caracterizada por diabetes, dislipidemia, hipertensão arterial sistêmica e histórico de obesidade. Além disso, em 2012, Jefferson passou por tratamento para combate a câncer no pâncreas. Desde então, Jefferson toma remédios para diabetes, remédios para pressão e suplementos vitamínicos.

"Ressaltamos que o uso diário das medicações prescritas assim como o acompanhamento médico regular pela equipe assistente são fundamentais para a manutenção da estabilidade clínica do paciente, sob risco de agravamento potencialmente de seu quadro", afirmam os médicos que o atendem.

Jefferson já havia pedido o perdão judicial ou a redução de sua pena nos primeiros recursos, julgados no mês passado. A possibilidade de perdão ou de diminuição maior da pena foi rejeitada pela maioria

BETO RICHA REPASSA R$ 13 MILHÕES PARA ASFALTO DE RUAS EM PIRAQUARA

 
O governador Beto Richa autorizou hoje, o repasse de R$ 5,5 milhões para o prefeito de Piraquara, Professor Marquinhos (PDT). Os recursos serão utilizados na pavimentação das ruas do bairro Bela Vista. Este é o primeiro de três lotes de recursos. O governo vai repassar, no total, R$ 13 milhões para pavimentação de 19 ruas em Piraquara. O secretário de Desenvolvimento Urbano, Ratinho Júnior, acompanhou a cerimônia no Palácio Iguaçu.

“São obras que vão melhorar a circulação de veículos e dar mais conforto e qualidade de vida aos moradores, pois a maioria dessas ruas não é asfaltada”, disse Richa. Os recursos repassados hoje, adianta Richa, se somam aos grandes investimentos do Governo do Governo do Paraná em Piraquara e em toda a região metropolitana, notadamente, a duplicação da PR-415 (Avenida João Leopoldo Jacomel), ligação de Pinhais a Piraquara, cujo edital deve ser lançado em novembro; e a duplicação da Rodovia da Uva, entre Colombo e Curitiba, obra já iniciada.

RUA CASTRO ALVES, NO JARDIM CURITIBA, RECEBE NOVAS TUBULAÇÕES

Manilhas de diâmetro maior foram colocadas para facilitar o escoamento da água das chuvas

Obra veio de encontro às solicitações dos moradores do bairro

Com o objetivo de evitar os danos causados pelos alagamentos, ocasionados pelo volume das chuvas, a Prefeitura Municipal de Colombo através da Secretaria de Obras e Viação começou há 15 dias a troca de tubulações na Rua Castro Alves, no bairro Jardim Curitiba.

A iniciativa dá continuidade aos trabalhos contra as enchentes e era uma necessidade antiga e pedido constante dos moradores desta região, como destaca a Prefeita Beti Pavin. “Recebíamos solicitações sobre a situação desta rua, e agora, após estudos e projetos pudemos executar a obra”, explica.

Castro Alves, no Jardim Curitiba, sofria com danos causados pelas enchente

Nos serviços, estão sendo feitos a troca dos tubos de concreto por outros com o dobro do diâmetro, passando de 40 para 80 de largura, que é para facilitar a passagem das águas. O secretário de Obras e Viação, João Maria Rodrigues, conta que esta obra faz parte do Projeto de Combate a Enchentes, que já beneficiou outros endereços da cidade.

“Desde o início de agosto estão sendo feitas outras obras com o objetivo de eliminar os problemas causados pelas enchentes em Colombo e a previsão é de que outros locais do município também sejam contemplados com as melhorias”, completa.

Troca de tubulações irá garantir melhor escoamento da água

Endereços como Rua Arapongas, Araucária e Atalaia, no bairro Guaraituba, Rua das Oliveiras, no bairro Embu e Rua João Gusso, no bairro rural Bacaetava também receberam as obras de prevenção de enchentes.

Fotos: Bruno do Carmo/PMC

OBRAS MELHORAM ACESSO ÀS MARGENS DA ESTRADA DA RIBEIRA NO GUARAITUBA

Iniciativa irá facilitar o trânsito para os motoristas e o passeio para os pedestres com a estruturação das calçadas

Revitalização acontece em frente ao Detran de Colombo, às margens da Estrada da Ribeira

Moradores de Colombo que passam pela rua às margens da Estrada da Ribeira, em frente ao Posto do departamento de Trânsito, Detran-PR, no Guaraituba, podem perceber as obras que estão sendo realizadas na via em frente a instituição, que serve como estacionamento para comerciantes locais e pela população em geral.

A obra realizada pela Prefeitura Municipal está sendo executada pelas secretarias de Obras e Viação e de Planejamento e visa facilitar a passagem de pedestres e a melhora da situação da rua em frente ao Detran. De acordo com o secretário de Obras e Viação, João Maria Rodrigues, a população sentirá os benefícios no dia a dia. “Estas obras irão trazer comodidade para todos os que passam e usufruem desse espaço”, conta.

Calçada está sendo revitalizada para facilitar a passagem dos pedestres

Para a execução dos trabalhos, estão sendo colocados tijolos de concreto na calçada, conhecidos como paver, de 10cmx20cm, meio fio, guias rebaixadas e a via será asfaltada. Já a conclusão da obra, com a colocação da sinalização: placas e faixas, além da demarcação da área do estacionamento ficará por conta da secretaria de Planejamento.

O secretário de Planejamento, Angelo Betinardi, conta como foi definida a escolha da obra. “Vimos a necessidade de melhorias nesta rua, devido à grande circulação de pessoas e veículos na região, e também ao elevado volume de carros que ficam estacionados nesta via foram fatores que contribuíram para a realização desta obra”, explica.

Grande circulação de veículos foi um dos fatores que motivaram a obra

Os serviços têm previsão de término para o final deste mês de outubro. Além disso, o secretário conta que serão realizadas outros trabalhos de reforma e revitalização, que já estão sendo estudadas, em vários pontos do município, beneficiando à toda população.

Fotos: Bruno do Carmo/PMC

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O empresário Eike Batista.
O empresário Eike Batista.
Reuters/Handout
Apesar de ver a sua fortuna cair em um ritmo vertiginoso, o empresário Eike Batista não deve ir ao fundo poço e quebrar, na opinião de analistas. A ascensão e a queda de Eike, a mais espetacular da história recente do Brasil, é vista como uma consequência “normal” no mercado financeiro, onde os riscos criam milionários mas também acabam com impérios como o construído pelo empresário brasileiro.
 
O valor de mercado das empresas do grupo EBX despencaram na bolsa de valores de São Paulo. Em novembro de 2010, no auge do sucesso, as companhias valiam 98 bilhões de reais. Hoje, este valor caiu para R$ 2 bilhões. Na semana passada, o calote anunciado de quase US$ 45 milhões da petrolífera OGX, antiga estrela de Eike Batista, foi tratado pela imprensa internacional como “o fim de uma era”.

O professor de Finanças do Insper Michael Viriato acompanha a queda da antiga 8ª maior fortuna do mundo. Ele lembra que, no passado, Eike tinha cometido o mesmo erro que repetiu agora, ao exagerar nas expectativas de produção de petróleo do poço de Tubarão Azul.

O professor de Economia da Unicamp Francisco Lopreato reitera que as dúvidas sempre acompanharam as promessas de Eike, uma verdadeira armadilha para os investidores menos experientes. Com a imagem abalada no mercado financeiro, o empresário não deve reconquistar tão cedo a confiança dos mercados. Quando isso acontecer, o preço pago pelo riscos terá disparado.

Já Roberto Altenhofen, analista de mercado da Empiricus Research, está pessimista sobre o futuro de Eike Batista. Para ele, só lhe resta o caminho da reestruturação judicial para as companhias mais sólidas do império X. Porém, depois de toda esta tempestade, é o mercado financeiro brasileiro que vai se ver mais maduro.

Os analistas consideram que os danos à credibilidade de Eike Batista se concentram no próprio empresário: a imagem do país para os investidores estrangeiros é pouco ou nada afetada.

Lúcia Müzell

MINORITARIOS DA OGX PROCESSAM EIKE, BOLSA E CVM

O empresário Eike Batista.
Segundo grupo de pequenos acionistas da petroleira, houve negligência da BM&FBovespa, da CVM e do próprio Eike em relação à qualidade das informações que balizavam a decisão dos investidores de aplicar recursos da OGX
 
O economista Aurélio Valporto, acionista minoritário da OGX, acusa o empresário Eike Batista e a empresa petroleira de fraude ao divulgar perspectivas exageradamente otimistas sobre reservas de petróleo. Sugere ainda que há indícios de uso de informações privilegiadas na compra e venda de ações por parte do controlador da companhia na época da divulgação dos fatos relevantes.

Entre os indícios compilados em relatório por Valporto - integrante de um grupo de acionistas que pretende entrar com ação judicial contra a OGX - está a divulgação, em fato relevante de janeiro de 2012, da "presença de hidrocarbonetos no poço 1-OGX-63-SPS, no bloco BM-S-57, na Bacia de Santos". O bloco seria devolvido, sem alarde, um ano depois.

O minoritário afirma que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a BM&FBovespa foram negligentes ao não cobrar rigor na divulgação de informações pela OGX. O grupo de minoritários pretende ir à Justiça não apenas contra a OGX, mas também contra Eike, Bolsa e CVM.

A OGX e a BM&FBovespa não comentaram as acusações. Já a CVM afirma, em nota, que o "dever de comunicação de fatos relevantes, internos ou externos, é atribuído exclusivamente à companhia".
Boas notícias em série. De outubro de 2009 a maio de 2012, a OGX fez 55 anúncios de descoberta de petróleo ou declarações de comercialidade (que indicam que a área vai virar um campo produtor).

No caso da divulgação da descoberta do 1-OGX-63-SPS, em 16 janeiro de 2012, o fato relevante da OGX não mencionava estimativa de reservas. Porém, circulou no mercado que o reservatório teria até 3 bilhões de barris. As ações da petroleira fecharam em alta de 5,37% no dia.

Em 1º de fevereiro de 2012, a OGX divulgou outro fato relevante confirmando a descoberta. Nele, referiu-se apenas ao potencial total da Bacia de Santos, de 1,8 bilhão de barris de petróleo e gás, e dizia que, com novos testes, os volumes superariam as "estimativas vigentes".

Outro caso refere-se aos blocos BM-C-37 e BM-C-38, na Bacia de Campos. Ao divulgar os resultados do terceiro trimestre de 2012, a OGX anunciou que os prospectos Cozumel, Tulum, Cancun, Viedma e Cotopaxi poderiam ter até 1,196 bilhão de barris. Em 31 de janeiro deste ano, porém, a OGX anunciaria que o poço em Cozumel era seco. "O objetivo da fraude engendrada contra os investidores e pequenos acionistas foi a de fazê-los crer que a fase de alto risco já havia terminado", diz o relatório de Valporto.

Para João Fábio Fontoura, do Bornholdt Advogados, de Santa Catarina, "houve uma política de divulgação de informações questionável". O escritório acionará na Justiça a OGX, Eike e executivos no próximo mês, em ação coletiva de um grupo de minoritários, diferente do qual Valporto faz parte.

Qualidade dos dados. "Eles (os acionistas) confiaram nas informações disponíveis. E as informações que estavam ali levavam as pessoas a acreditar que o negócio era bom", diz Norma Parente, professora de Direito da PUC-Rio e ex-diretora da CVM. Para ela, falta capacidade de fiscalização e punição tanto à CVM quanto à Justiça.

Ícone da "fraude", segundo Valporto, é uma entrevista de Eike Batista à XPTV, canal da XP Investimentos, em abril de 2010. Eike dizia que a OGX tinha US$ 1 trilhão em petróleo.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

APÓS ATO DE PROFESSORES, MANIFESTANTES DEPREDAM CENTRO DO RIO E DE SÃO PAULO

Atos ocorriam sem violência até a chegada de integrantes do Black Bloc. No Rio, a polícia só agiu meia hora após o ataques. Em São Paulo, pelo menos dez foram presos
Após ato de professores, manifestantes depredam centro do Rio e de São Paulo
            "Black Blocs depredam e 
         incendeiam lateral da Câmara 
        dos Vereadores, no centro da
           capital fluminense"
 


 O centro das duas principais cidades do País, São Paulo e Rio, foi palco novamente de confrontos violentos na noite desta segunda-feira, 7. 

 Inicialmente convocados em apoio aos professores do Rio - que entraram em confronto na 
 semana passada com a Polícia
 Militar-,os atos corriam pacificamente, até a intervenção de grupos Black Blocs.

Dezenas de mascarados atiraram pelo menos 20 coquetéis molotov dentro da Câmara Municipal do Rio (na Cinelândia), durante manifestação em apoio à greve dos professores. 
 
 
O grupo ainda tentou invadir o prédio e destruiu bancos, lojas e bancas de jornal. 
 
O edifício onde funciona o Clube  Militar foi atacado e teve a portaria e o primeiro andar incendiados. Outro grupo ateou fogo em um ônibus. A 200 metros do local, tropas da PM assistiam ao ataque sem interferir. Só agiram 30 minutos após o início do ataque, com bombas de efeito moral.

A violência dos mascarados, vinculados ao grupo Black Bloc, e a apatia dos policiais militares marcaram a manifestação, iniciada de maneira pacífica no largo na frente da Igreja da Candelária. O tumulto começou já na Cinelândia, após marcha pela Avenida Rio Branco. Para surpresa dos manifestantes, a área estava sem policiamento, quando da chegada das cerca de 5 mil pessoas que participaram da passeata - na avaliação do Sindicato dos Profissionais de Ensino (Sepe).

A falta de policiais pode ter estimulado o vandalismo. Os primeiros ataques aconteceram em agências bancárias. Um Banco do Brasil e um Itaú foram destruídos. Barricadas de fogo surgiram na Cinelândia e em ruas vizinhas. A pouco mais de 200 metros da Câmara, 40 policiais formaram um cordão na frente do Quartel General da PM, a partir das 19h40. Mas não seguiram em direção à Cinelândia, o que estimulou os manifestantes. Pedregulhos foram arremessados em direção à tropa, que continuava impassível.

Os mascarados decidiram, então, atacar a Câmara, alvo já antigo das manifestações. As bombas caseiras e coquetéis molotov foram atirados por entre as grades do portão de ferro da Rua Evaristo da Veiga. O portão foi forçado, mas os manifestantes não tiveram força para derrubá-lo. Dentro do Palácio Pedro Ernesto, funcionários e seguranças respondiam com jatos de extintor. Não havia informações sobre os prejuízos dentro do prédio histórico.

A partir do momento em que a PM agiu, os depredadores recuaram. Mais agências foram destruídas, sendo que uma delas, do Banco do Brasil, teve os caixas eletrônicos incendiados. Os Black Blocs fugiram pela Avenida Rio Branco e em direção à Assembleia Legislativa do Estado do Rio, também alvo de protestos violentos desde o início das manifestações, em junho. Outros fizeram fogueiras na frente do Clube Militar, quase na esquina da Rio Branco com a Avenida Santa Luzia. O clube foi atacado com pedras e explosivos. O fogo atingiu o primeiro andar, até ser apagado.

Portarias de vidro, jornaleiros, bancos, lanchonetes, galerias, nada escapou. Às 21h, na esquina com a Rua 7 de Setembro, uma patrulha da PM foi escorraçada a pedradas pelos manifestantes. A bandeira do Estado, hasteada numa agência do Banco do Brasil, foi arrancada e substituída por um pano preto.

São Paulo. A manifestação de alunos e professores na Praça da República, em São Paulo, também terminou em confronto com a polícia e atos de vandalismo, depois que um grupo de mascarados do grupo Black Bloc jogaram coquetéis molotov em um cordão de policiais que fazia a proteção da Secretaria Estadual de Educação.

No fim da tarde, por volta das 18h, um grupo de manifestantes saiu da Avenida Paulista em direção ao prédio da secretaria, formado por cerca de 150 alunos e funcionários universitários. Ao mesmo tempo, um grupo de mascarados partiu do Teatro Municipal. Uma vez que o confronto começou, o grupo pacífico se dispersou, enquanto que os mascarados passaram a depredar placas, lojas e carros, perseguidos por PMs e integrantes da Tropa de Choque.

Pelo dez manifestantes foram presos até as 21h e sete pessoas ficaram feridas, sendo quatro policiais. A polícia utilizava bombas de efeito moral e gás pimenta para dispersar o grupo.

 Estadão