sexta-feira, 4 de outubro de 2013

NA BR-277, VIADUTO DE ACESSO A MORRETES COMEÇA NESTE ANO


O Metro deu em primeira mão. As obras para construir um viaduto no acesso à Morretes, Antonina e Guaraqueçaba, na BR-277, litoral do Estado, vão começar ainda neste ano. O governo do  Estado entrou em um acordo ontem com a Ecovia, concessionária que administra o trecho, para adiantar o projeto, que estava previsto para começar apenas em 2017.

O projeto, com o custo estimado de R$ 14, 6 milhões, é uma antiga reivindicação dos moradores do litoral. Com a sua entrega, prevista para o ano que vem, o atual cruzamento será desativado e serão construídas duas vias
 
marginais (uma no sentido Curitiba, e a outra no sentido Paranaguá), além das trincheiras sobre as pistas. Do custo total da obra, no Km 29 da BR-277, R$ 3 milhões serão aplicados neste ano.

GAZETA SANTA CÂNDIDA,

JANAINA FELLINI É A ATRAÇÃO DO PROGRAMA DOMINGO ONZE E MEIA

CURITIBA CULTURAL
 

O Conservatório de MPB de Curitiba recebe, às 11h30 deste domingo (6), a cantora paranaense Janaina Fellini, que se apresenta no tradicional programa Domingo Onze e Meia.  Apontada como uma das promessas da nova geração da MPB por blogs e sites especializados do Brasil, Itália, França e Bélgica, Janaina Fellini interpreta composições reunidas em seu disco de estreia. A entrada é franca.

Revelando influências das estéticas sonoras de world music, afrobeat e dub, o álbum, que leva o nome da cantora, conta com trabalhos de Felixbravo, Estrela Leminski e Kiko Dinucci, ao lado de nomes como Itamar Assumpção, Junio Barreto e Carlinhos Brown, além das composições de Dú Gomide, principal parceiro de Janaina Fellini e produtor musical do disco.
Lançado pela Musicoteca (www.amusicoteca.com.br), elogiado pela crítica local e nacional, o álbum integra a lista dos melhores do ano do prêmio Defenestrando, organizado pelo blogueiro curitibano Felipe Gollnick, que declarou: “Janaina abraça uma vasta gama de referências distintas, voa e pousa como uma pluma no território da autêntica brasilidade”.

As faixas Oyá e Deserto de Algodão, de Dú Gomide, estão na playlist de rádios da Califórnia (EUA), sendo que o programa Nuances du Brésil, transmitido por 21 rádios em Paris (França), dedicou um especial sobre o trabalho da cantora e o sistema de economia criativa – que envolveu 72 pessoas, sem apoio de leis – utilizado para a realização do projeto.

Janaina Fellini também é um dos nomes do projeto Levada Oi Futuro, que apresenta os destaques da nova geração de artistas da música brasileira. O show que a cantora realizou em Ipanema, no Rio de Janeiro, mereceu a apreciação do jornalista belga Daniel Achedijean: "No palco, o espetáculo cresce pelo potente impacto instrumental, que ganha arranjos funks e jazzísticos, e o carisma de Janaina, cuja poderosa interpretação – dosada e de uma precisão impecável – deveria colocá-la no cenário internacional”. 
Serviço:

Programa Domingo Onze e Meia, com show de Janaina Fellini.
Data e horário: dia 6 de outubro de 2013 (domingo), às 11h30.
Local: Conservatório de MPB de Curitiba
 (Rua Mateus Leme, 66 – Setor Histórico):
Informações: (41) 3321-2855
Entrada franca

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

OUTUBRO ROSA COMPARTILHE NESTA CAMPANHA


 Outubro Rosa: mês será marcado por conscientização do câncer de mama
Congresso Nacional, em Brasília, ficará rosa para chamar atenção para prevenção nesta terça

                                                                                                                            Do R7
Em Brasília, outros monumentos serão iluminados por iniciativa do Governo do Distrito Federal Gustavo Lima / Acervo da Câmara dos Deputados / Banco de Conteúdo
 
O Outubro Rosa é o mês de conscientização e combate do câncer de mama. De acordo com  dados mais recentes do Inca (Instituto Nacional de Câncer), em 2010, 12.705 mulheres morreram de câncer de mama.

O movimento que dura o mês inteiro busca alertar sobre os riscos e a necessidade de diagnóstico precoce deste tipo de câncer, que é o segundo mais recorrente no mundo, perdendo apenas para o de pele.

O nome Outubro Rosa remete à cor do laço que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas, e instituições públicas.

Iniciado na década de 90, nos Estados Unidos, vários Estados tinham ações isoladas de realizações de mamografia e de detecção do câncer de mama no mês de outubro.

Amamentação auxilia na prevenção do câncer de mama

Em 2008, o Outubro Rosa chegou ao Brasil por iniciativa da Femama (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama). O movimento prevê ações durante todo o mês em várias cidades do País.

Congresso Nacional ficará rosa

Nesta terça-feira (1º), o Congresso Nacional terá uma iluminação na cor rosa em referência à campanha Acenda sua Consciência. O evento é uma iniciativa da Secretaria da Mulher da Câmara dos Deputados, em parceria com a Procuradoria da Mulher do Senado Federal e acontece às 18h.

Em Brasília, outros monumentos serão iluminados por iniciativa do Governo do Distrito Federal (GDF) e do Governo Federal. Além disso, haverá uma programação especial com exposições, campanhas e bate-papos sobre o câncer de mama. 

MAIS DE 90% DA PRODUÇÃO DE MORANGOS EM COLOMBO É ORGÂNICA

Produtores da região fazem parte do Circuito Italiano de Turismo Rural e esperam aumentar o índice de visitação em 2013

Em Colombo, mais de 90% da produção de morangos é orgânica, o que garante a sustentabilidade da região e a qualidade do produto

A produção de morangos orgânicos é um dos grandes atrativos de Colombo, e convida muitos turistas que vêm em busca do sabor e da qualidade da fruta oferecida pela agricultura familiar. Os morangos, além de saborosos, são grandes, chegando a pesar 60 gramas, um único fruto, e rendem deliciosas receitas. Uma das principais vantagens de consumir o produto orgânico, é a qualidade dos nutrientes que ele fornece ao funcionamento do organismo humano.

Para o secretário da Agricultura e Abastecimento, Márcio Toniolo, garantir a qualidade é o principal objetivo. “Em todo o município, mais de 90% dos produtores utilizam o sistema orgânico de cultivo, o que garante muito mais qualidade no fruto oferecido ao visitante, com um sabor especial. Além disto, com a produção orgânica se garante a sustentabilidade e a qualidade do solo no município, já que o uso de insumos orgânicos impede que este, os lençóis freáticos e as nascentes do município sejam contaminadas”, explicou.

O turismo rural

As chácaras produtoras do morango orgânico em Colombo fazem parte do Circuito Italiano de Turismo Rural, e nesta época de alta na produção da fruta, a expectativa é também um aumento na visitação, em relação ao último ano. Segundo o secretário da Indústria, Comércio e Turismo, Antônio Ricardo Milgioransa, o morango é agora o atrativo principal, para uma agricultura que tem muitos outros produtos.

As chácaras produtoras fazem parte do Circuito Italiano de Turismo Rural e lá o visitante pode colher a fruta pessoalmente nas estufas

“A agricultura familiar em Colombo, e o Circuito Italiano de Turismo Rural, garantem a este visitante um leque de produtos naturais e até processados, mas todos feitos com o carinho da produção orgânica. Quem vem pelo morango, prova o vinho, a geleia e o licor, e leva para presentear. Assim cada vez mais nós vamos ampliando o público e o desenvolvimento do setor turístico no município”, lembrou o secretário.

As chácaras que produzem o morango orgânico estão abertas à visitação, podendo ser feita com horário agendado e o turista pode até colher o morango na hora. Assim, ele fica conhecendo as instalações e acaba fazendo amizade com os produtores da região.
Além do morango, o Circuito oferece ao turista outras frutas e os produtos feitos a partir delas, como as geleias, os licores e o vinho

Serviço:


Empreendimentos produtores de morangos orgânicos integrantes do Circuito Italiano de Turismo Rural:

Chácara Engenho Verde

Diariamente das 13h às 17h
Rua Rafael Francisco Greca,163 – Santa Gema
Telefone: 3656-3888

Chácara Morango Natural

Diariamente das 9h às 18h
Rua José Strapasson, 560 – Santa Gema
Telefone: 3656-4066
Fotos: Bruno do Carmo/PMC

VOLKS ESCOLHE PARANÁ PARA PRODUZIR NOVO GOLF, ANUNCIA RICHA

Hoje, na inauguração da fábrica Paccar em Ponta Grossa, o governador Beto Richa confirmou que na próxima segunda-feira, 7, a Volkswagen formaliza durante encontro no Palácio Iguaçu a ampliação da unidade em São José dos Pinhais. Com investimento de R$ 670 milhões, a Volks vai produzir o novo Golf no Paraná.

A Volkswagen é a segunda marca alemã a confirma investimentos no Paraná. No mês passado, a Audi anunciou a instalação de uma planta para produzir dois carros no Estado: Audi A3 sedan e o compacto Q3. A linha também ficará em São José dos Pinhais.

Nesta semana, duas empresas do setor automotivo estão iniciando as operações no Paranál. A Paccar apresentou hoje o primeiro caminhão DAF produzido pela companhia em Ponta Grossa. A empresa norte-americana  investiu R$ 450 milhões na planta e criou 500 empregos diretos para a fabricação de veículos para transporte pesado de longa distância. 

A japonesa Sumitomo inaugura amanhã uma unidade em Fazenda Rio Grande, A empresa vai produzir pneus da marca Dunlop - um investimento de R$ 560 milhões na fábrica paranaense, a primeira da multinacional na América Latina. Em plena capacidade, serão produzidos diariamente 15 mil pneus. Até 2016, a empresa deve empregar 1,5 mil pessoas.

OUTUBRO ROSA EM COLOMBO

Projeto tem como objetivo alertar as mulheres sobre os cuidados com a saúde, principalmente a prevenção do câncer de mama
 

O início do mês de outubro marca também a intensificação das ações da Campanha Outubro Rosa, iniciativa que pretende alertar as mulheres sobre o diagnóstico e prevenção ao câncer de mama. Durante todo mês serão realizadas diversas atividades educativas e informativas nas unidades de saúde de Colombo, voltadas principalmente para mulheres a partir de 35 anos. De acordo com dados mais recentes do Inca (Instituto Nacional de Câncer), em 2010, 12.705 mulheres morreram de câncer de mama.

A preocupação com os cuidados, a importância de manter a saúde em dia e a qualidade dos serviços ofertados para as moradoras de Colombo, são citados pela secretária da Saúde, Dalimar de Lucca Moreira. “É de extrema relevância que o município ofereça este tipo de serviço, pois o desconhecimento pode acarretar em problemas graves, como o câncer de mama, 2º lugar em quantidade de ocorrências,” explica.
                  
Unidade de Saúde da Mulher onde será realizado o Dia D da Campanha Outubro Rosa

Além das atividades nas unidades de saúde, serão feitas ações nas empresas do município, com enfoque nas funcionárias, que muitas vezes devido a extensa jornada de trabalho, deixam a saúde um pouco de lado. A primeira ação será realizada na quinta-feira, dia 17, às 13h30, na empresa Embrapa Florestas, situada às margens da Estrada da Ribeira. Lá acontecerá uma palestra sobre prevenção e cuidados contra o câncer de mama presidida pela coordenadora da Saúde da Mulher de Colombo, Meire Elen Aparecida da Silva.

Já na manhã de sexta-feira, 18, será montado um estande de informações em uma empresa do transporte coletivo, no bairro Atuba. E na tarde do dia 25, sexta-feira, será realizado o dia D, na Unidade de Saúde da Mulher, localizado no bairro Vila Augusta. Neste dia estarão concentradas o maior número de ações, com palestras sobre câncer de mama e do colo de útero, além de informações sobre hábitos alimentares saudáveis e prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis – DST’s. Ainda estará disponível um espaço para a beleza, para incentivar também os cuidados estéticos.

De acordo com a coordenadora da Saúde da Mulher de Colombo, Meire Elen Aparecida da Silva, os cuidados contra as doenças que atingem a população feminina precisam ser mostrados e debatidos. “A questão do auto exame, por exemplo, é algo desconhecido para muitas mulheres e que se pode realizar um diagnóstico precoce. Outro ponto relevante é o consumo de álcool, que vem crescendo muito entre as mulheres e que pode ocasionar o aumento das chances deste tipo de câncer”, destaca.

Outubro Rosa

O Outubro Rosa é um movimento popular internacional de prevenção ao câncer de mama, que traz um laço cor rosa como símbolo, o “Outubro Rosa” foi lançado há 23 anos, pela Fundação Susan G. Komen for the Cure, durante a primeira Corrida pela Cura, realizada na cidade de Nova York, nos EUA. Desde então, a campanha vem estimulando a participação da população, de empresas e entidades em ações direcionadas à conscientização da prevenção pelo diagnóstico precoce.

Além dos laços rosa que enfeitam cidades de todo o mundo, no mês de outubro, monumentos, prédios públicos, pontes, teatros, recebem iluminação em rosa, no sentido de sensibilizar cada vez mais a população. Corridas, desfiles de moda com sobreviventes (de câncer de mama), partidas de boliche, estão entre as ações do Outubro Rosa.

No Brasil, o primeiro ato da campanha ocorreu no dia 2 de outubro de 2002, com a iluminação em rosa do monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista, mais conhecido como Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo. A iniciativa partiu de um grupo de mulheres simpatizantes com a causa do câncer de mama, tendo o apoio de uma empresa europeia de cosméticos.

A ação da Prefeitura Municipal, será realizada através da Coordenação da Saúde da Mulher, departamento da Secretaria Municipal da Saúde.

Foto: João Senechal/PMC

terça-feira, 24 de setembro de 2013

PONTE MATINHOS/GUARATUBA PODE COMEÇAR JÁ EM 2014

O DER adiantou ao jornal Metro que vai abrir uma chamada pública para as empresas interessadas em construir e operar uma ponte na PR-412, ligando Matinhos a Guaratuba, no litoral do Paraná. O edital deverá ser lançado em 60 dias. As empresas terão 30 dias para apresentar as propostas com estudo técnico de viabilidade, soluções para as vias de acesso de entrada e saída, e também sobre a exploração da ponte.

Se tudo estiver de acordo, a expectativa é de que a vencedora comece a obra na metade do ano que vem. Mesmo sem o edital publicado, duas empresas já manifestaram interesse em participar do processo, de acordo com o DER.

FAEP DEFENDE AGILIDADE NAS OBRAS DE DUPLICAÇÃO NAS RODOVIAS PEDAGIADAS

O governo do estado está negociando uma antecipação dessas obras para o início do próximo ano para completar a duplicação das rodovias do Anel e a construção de contornos e outras melhorias, além de uma redução no preço do pedágio.

Esse é um fato novo.

Para os produtores rurais - e para toda a economia – é desejável que as obras sejam realizadas o mais breve possível e que o preço do pedágio seja reduzido, não importa se os contratos sejam prorrogados, desde que atendam aos interesses paranaenses.

Trecho da nota "A Faep e os pedágios", distribuída pela Federação de Agricultura do Paraná em relação às tarifas de pedágio praticadas no Estado. Leia a seguir a íntegra da nota.


A Faep e os pedágios

Logo após a implantação do pedágio, a Faep, em conjunto com a Ocepar, o Setcepar, o sindicato dos caminhoneiros autônomos, Fecomércio, Fetranspar, entrou com ação contra a cobrança em face do preço alto, ação essa que deu em nada em face da prevalência do contrato assinado pelo governo do estado.

Entre o início da concessão até meados da década passada, foram feitos aditivos que deformaram o contrato inicial, criando impasses jurídicos e redução do volume de obras: os 885 km previstos de duplicação foram reduzidos para 487 km e obras de contorno de cidades e outras melhorias, suspensas.

O governo estadual passado fez duas tentativas desastradas para estatizar o pedágio, que gerou novas ações contra o estado.

Mais preocupado em politizar a questão do pedágio do que realmente resolvê-lo, o governo anterior simplesmente deixou de fazer a fiscalização e as autorias indispensáveis para controlar a ação das concessionárias.

Neste período, a FAEP insistiu várias vezes para que o governo fizesse uma auditoria profunda nas concessionárias a fim de estabelecer o equilíbrio econômico/financeiro que rege o regime de concessões. O mote sempre foi a abertura da “caixa preta”.

Como essa atitude displicente, o governo anterior deixou o estado desarmado em relação a qualquer reivindicação – administrativa ou judicial – que permitisse um retorno às condições iniciais das concessões e uma redução das tarifas. Como não auditou, o governo não sabe se os investimentos feitos tiveram custos corretos, muito menos se as receitas das concessionárias foram corretamente contabilizadas.

Como o governo não controlou o tráfego nas praças de pedágio, não se sabe quantos caminhões e carros pagaram e, portanto impossível calcular a receita das concessionárias. O governo é, portanto, refém de números das próprias concessionárias.

A novidade no atual governo foi a implantação, em 2012, dez anos após criada em lei de 2002, da Agência Reguladora de Serviços Concessionados do Estado do Paraná – Agepar, um avanço que permitiu negociar com as concessionárias, algo até então difícil.

O Agepar contratou a FIPE para realizar uma auditoria e conhecer, na medida do possível, as quantas andam o cumprimento dos contratos, o que dá base para acelerar a obrigação das obras não realizadas.

Com os sucessivos aditamentos aos contratos, mudanças de regras e ações judiciais, as obras do Anel de Integração, além de serem reduzidas – de 885 para 487 km - foram postergadas.

Faltam 9 anos para o final dos contratos e, mantidas as atuais condições, as obras devem ser realizadas no final.

O governo do estado está negociando uma antecipação dessas obras para o início do próximo ano para completar a duplicação das rodovias do Anel e a construção de contornos e outras melhorias, além de uma redução no preço do pedágio.

Esse é um fato novo.

Para os produtores rurais - e para toda a economia – é desejável que as obras sejam realizadas o mais breve possível e que o preço do pedágio seja reduzido, não importa se os contratos sejam prorrogados, desde que atendam aos interesses paranaenses.

O fato de serem mantidos os mesmos concessionários pouco importa. Se formos esperar mais 8 a 9 anos pelas obras e os preços atuais – anualmente corrigidos – de pedágio, o Paraná não terá vantagem alguma. A Faep quer apenas que as rodovias sejam melhoradas e que o custo do transporte dos produtos da agropecuária seja reduzido.

Por isso pouco interessa em trocar a concessionária “A” por uma nova concessionária “B”. Aliás, mantido as mesmas concessionárias, com um novo contrato que seja bem “amarrado” e muito bem fiscalizado e auditado pela Agepar, o Paraná levará a vantagem de ter as obras de duplicação de rodovias antecipadas”.

PROFESSORES ENTRAM EM GREVE NO MUNICÍPIO DE COLOMBO








Os professores da rede municipal de ensino público de Colombo, região metropolitana de Curitiba, entraram em greve nesta segunda-feira (23) por tempo indeterminado. Os profissionais da educação da cidade pedem reposição salarial e equiparação de salários entre os cargos de educador e professor, entre outras reivindicações.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública de Colombo, Claudinei Duarte de Lima, chega a 80% o número de escolas paradas por causa da adesão da categoria ao movimento grevista. "Neste ano já fizemos seis audiências com a prefeitura mas não foi apresentada nenhuma proposta concreta".

De acordo com o sindicato, há defasagem salarial desde os primeiros anos da década de 2000. Além da reposição de 20%, os profissionais pedem revisão no plano de cargos e salários, reajuste no auxílio alimentação e a equiparação dos salários entre professor e educador. Atualmente o salário de professor é de R$ 1.063 e o de educador é de R$ 1,5 mil.

Os professores realizaram manifestação na manhã desta segunda-feira no bairro Alto Maracanã, com abraço simbólico na sub-prefeitura. Na terça-feira (24) está prevista manifestação na sede da prefeitura, na Câmara de Vereadores e na sede do Poder Judiciário do município.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura de Colombo e aguarda retorno.
BANDNEWS

sábado, 21 de setembro de 2013

CAMPANHA SURPREENDE MARIDOS E PROVA QUE TODA MULHER MERECE ELOGIOS

Mulheres mudaram radicalmente o visual e deixaram seus companheiros impressionados

Toda mulher reclama que os homens, de um modo geral, não costumam notar as mudanças no seu visual. Mas e se a mudança fosse radical? Qual seria a reação deles? Para saber a resposta três lojas de São Luís (MA) - Villa, Scala e Carmen Steffens – lançaram uma campanha divertida provando que toda mulher merece e pode ganhar um elogio.

Para colocar a ideia em prática as lojas convidaram quatro mulheres para parciparem de um desafio: passar uma supertransformação durante um jantar, sem que seus companheiros soubessem.

Reprodução


Tudo aconteceu de forma bem natural, sem que eles percebessem que algo estava para acontecer. Durante o jantar em um restaurante as mulheres saíam para o banheiro, onde estavam os especialistas das lojas. Passados quatro minutos, e depois de um autêntico extreme makeover, com direito a roupa, acessórios, sapatos e maquiagem, elas voltavam aos seus lugares.

Reprodução


Sem saber que estavam sendo filmados, os maridos foram surpreendidos pos suas 'novas' mulheres. E as reações? Não poderiam ser melhores. Além de surpresos, eles ficaram bastante impressionados com a mudança das esposas. E elas, lógico, receberam o que mais gostam: elogios! Confira no vídeo abaixo como foi essa experiência emocionante: (Fonte: Hypeness)
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TUDO PELO BEM VIVER! MENSAGEM

O MELHOR E O PIOR DO FACEBOOK. OU A VIDA COMO ELA NÃO É


Segunda-feira. O sujeito acorda atrasado às sete horas da manhã. Levanta-se às pressas, segue tropeçando até o chuveiro, lava rápida e porcamente suas vergonhas, se veste mal e segue acelerado para o trabalho, enquanto lamenta mais uma vez não ter sido sorteado na mega-sena do final de semana.

No trânsito, ele não dá passagem aos motoristas das faixas ao lado, avança contra pedestres, buzina ameaçador para os motoqueiros que o ultrapassam por todos os lados — por cima, por baixo, por dentro — e deseja a morte sofrida de todos que saíram de casa só para impedi-lo de correr mais rápido na avenida congestionada.

Ele chega ao trabalho e não responde a nenhum “bom dia” no elevador, reclama em voz alta da moça da faxina que mudou a posição de seu teclado dois centímetros para o lado na hora da limpeza, liga o computador, entra em seu perfil no facebook e digita:

“Uma semana de paz e amor a todos. Que Deus ilumine seus corações e encha seus caminhos de alegrias. Bom dia, planeta face!”

O dia é produtivo. Ele puxa o tapete de seus colegas, pressiona fornecedores, chantageia a ex-mulher, esculhamba em pensamento a Deus e aos 12 apóstolos. Porque já provou ao universo que é “do bem” e, afinal, quem é “do bem” pode odiar o mundo em paz. Mas precisa ser em silêncio. Você sabe, algumas coisas a gente não pode tornar públicas, sobretudo aquelas que a gente realmente sente. Então, é melhor dizer sobre você apenas aquilo que o mundo vá curtir e compartilhar.

Então cai do céu a migalha mais gorda de felicidade em seu dia: a hora do almoço. No restaurante por quilo, com os colegas “da firma” ele engole apressado seu arroz, feijão e carne de todos os dias. A moça ao lado fotografa o próprio prato. Ele conta um monte de mentiras sobre seu final de semana. Ninguém ouve. Ninguém tira os olhos do celular, o wifi daqui funciona bem, cala a boca e aproveita.                                 

O almoço termina e é hora de dar um passeio. Fazer a digestão. Não na praça, não há mais praças. Ali mesmo, à mesa. É tempo de passear os olhos por sua “linha do tempo”. Cachorro perdido, gente desaparecida, cachoeira, pôr do sol, frase feita, cerveja na praia, piada velha, indireta para ex-namorado, fulana mudou foto do perfil, pose com celular no espelho, Clarice Lispector, Mussum, cachorro desaparecido, gente perdida, “diga não ao preconceito” aqui, “mais amor, por favor” ali, “todos contra a homofobia” acolá.
                             
Ele curte tudo e compartilha, arrotando alho e satisfação. Agora o mundo sabe o quanto está diante de um sujeito bacana, querido, amoroso, crítico, inteligente, sagaz. Tão esperto que foi o primeiro a perceber uma aberração: todos os seus colegas de mesa estavam se transformando em jacarés. E eram jacarés enormes, cinza-esverdeados, arregalando os olhos vermelhos em sua direção.


Veja também
 
  • A saga do andarilho cibernético
Antes que ele consiga gritar de pânico, um dos jacarés abocanha sua cabeça e o arrasta para o fundo do lago verde e viscoso em que tudo de repente se converteu. Lá nas profundezas, naquela região em que as máscaras caem e à qual ninguém costuma descer — porque só na superfície podemos ser perfeitos — todos os jacarés se masturbam em público, cagam nas esquinas e jogam merda em quem passa, limpam o popô com ouriços, apontam suas unhas e suas caudas uns contra os outros, ferem, matam e falam com a boca cheia.

 Lá no fundo, a intolerância nada pelada. Lá, o mais justo sacerdote se transforma num flagrante cretino, a mais tradicional família perfeitinha se torna um pavoroso esquadrão da morte. Lá, somos todos jacarés e a tolerância é o escambau.
 
Gritando, se contorcendo e tentando se libertar do monstro que o agarrara, ele percebe que também se transformou num jacaré. Tenta respirar como gente e não consegue. Ele agora é um maldito réptil, e precisa aprender a respirar como tal. Sem sucesso, se desespera, se machuca, debate seu corpanzil bizarro e tenta voltar à superfície. Um som de sirene explode em seu sentido auditivo de réptil. 

“Protocolo 28! Protocolo 28!”, grita alguém a seu lado. Então um grupo de superjacarés o imobiliza e se põe a fazer cócegas em sua barriga. Aos poucos, o desespero vai desaparecendo, rareando, até finalmente sua carcaça e sua alma serem tomadas por um estranho torpor. Tudo agora ao seu redor é calma. Lá no fundo, somos todos jacarés.

Na superfície, no restaurante por quilo onde ele almoçava todos os dias, seu corpo aguarda no chão.

“Ele está morto”, declara o paramédico. Infarto fulminante.

Nenhum de seus colegas do trabalho espera a chegada do rabecão do IML.

A moça ao lado, aquela que fotografava o próprio prato no começo do almoço, olha chocada o corpo sem vida:
— E nem fechou o facebook.

LITERATURA AFETIVA

Livro é o segundo da trilogia dedicada ao México

“Segundo romance do Juan Pablo Villalobos, "Se Vivêssemos em um Lugar Normal" mistura acidez com crítica social e elementos da identidade mexicana

Se Vivêssemos em um Lugar Normal (Companhia das Letras), segundo romance do mexicano Juan Pablo Villalobos, questiona, a começar pelo título, a trajetória que ele e sua família tomam dentro do curso histórico de seu país. Segundo de sete filhos de uma família que mora no alto do Morro da Puta Que Pariu, o protagonista Orestes tem como maior preocupação conseguir entender se é pobre ou da classe média, em um cotidiano marcado pela ação de rebeldes opositores, pela crise econômica dos anos 1980 e pela rotineira disputa por quesadillas preparadas por sua mãe.

Na ficção que, segundo o autor, bebe pouco de sua experiência pessoal, a cidade palco do enredo tem “mais vacas que pessoas, mais charros que cavalos, mais padres que vacas, e as pessoas gostam de acreditar na existência de fantasmas, milagres, naves espaciais, santos e similares”.

O livro, que é lançado nesta sexta-feira 20, é o segundo de uma trilogia dedicada ao México, ao lado de Festa no Covil. Seu estilo direto e agressivo levam o leitor a acompanhar o processo de tomada de consciência junto a Orestes, que alcança uma espécie de elucidação ao perceber, por exemplo, a inveja que lhe era inerente e a limitação à qual seus pais eram impostos: “Olhei para meus pais, (...) em vez de fumaça, o que eu via no rosto deles era a sombra - a ameaça - da infelicidade eterna.”

“O que realmente me preocupava no momento de escrever o romance, sobre essa tomada de consciência, são os mecanismos de manipulação política. Quando no romance o protagonista descobre esses mecanismos de manipulação, que vêm desde o poder econômico e político, ele tenta se rebelar. E a relação de Orestes com isso é através desse cinismo, do sarcasmo que ele usa", explica a CartaCapital. O autor, casado com uma brasileira, vive em Campinas, no interior de São Paulo, de onde faz traduções e escreve seus romances.

Confira os principais trechos da entrevista:

CartaCapital - De onde surgiu a ideia do livro e como o enxerga em sua obra?
 
Juan Pablo Villalobos - Para falar a verdade, eu comecei a pensar nesse livro (Se Vivêssemos em um Lugar Normal) e no anterior (Festa no Covil) como parte de uma trilogia quando terminei esse segundo romance. Não foi algo que tive como projeto desde o início, mas quando terminei esse livro percebi que ele continha algumas coisas em comum com o primeiro, e que o projeto do terceiro que tenho na cabeça também estava na mesma linha. E o que eles têm em comum? Os três são livros sobre o México, que trazem histórias familiares, ficções. São histórias íntimas que tentam falar de “grandes temas” do México, suas questões políticas, econômicas e sociais.

CC - Quais intersecções entre Brasil e México você destacaria?

JPV - Ambos têm problemas estruturais muito parecidos. Mas os processos históricos são completamente diferentes. Nós não passamos por uma ditadura, mas por um longo período fomos governados pelo mesmo grupo político, o que era uma ditadura perfeita, como observou o peruano Mario Vargas Llosa. O México, provavelmente, não tem algumas questões que o Brasil tem, como a racial, mas mostra estruturas parecidas. A desigualdade, por exemplo, é um problema grande tanto do Brasil quanto do México.

CC - Como enxerga o México hoje? Ele é muito diferente do país que deixou há dez anos?
 
JPV - Vou com bastante frequência para o México e procuro sempre me informar sobre as notícias de lá. O país passou, nos últimos anos, por uma transformação importante em termos sociais gerada pela violência do tráfico. O México que eu deixei não era tão violento quanto o de hoje. Piorou em 2006, quando o ex-presidente Felipe Calderón decidiu começar uma guerra contra os cartéis do narcotráfico e gerou um clima de insegurança muito grande em todo o país. Por outro lado, algumas questões continuam as mesmas, assim como no Brasil: a desigualdade, problemas de injustiça e os poucos que acumulam muito diante da grande parcela que não tem acesso a um bom trabalho, saúde ou educação. São problemas estruturais, que não são exclusivos do México, mas estão em todos os países da América Latina.

CC - O livro traz muitos elementos da cultura mexicana, como a religião e a comida, no caso as quesadillas. O quanto esses elementos te fazem falta e de quais mais sente saudade?
 
JPV - Na minha obra, a comida tem uma importância fundamental. No primeiro livro da trilogia eu falo dela, assim como no segundo e no terceiro. É uma questão muito pessoal esse interesse pela gastronomia, até porque acho que boa parte da identidade mexicana passa por ela. A gastronomia, no caso dos mexicanos, é um dos principais componentes da formação da identidade cultural.

No caso dos meus livros, essas comidas das quais falo sempre simbolizam alguma coisa. No primeiro, eu falava de pozole, que é um prato preparado com cabeça de porco, pois tinha um simbolismo no livro que fala de cabeças decapitadas. No segundo, falo de quesadillas, que, dependendo se têm mais ou menos queijo, simbolizam o momento econômico da família, ponto central no romance.

CC - Ao se dar conta da importância da luta de classes, através da ação de rebeldes nos anos 1980, o personagem se depara com o papel insignificante de sua família nesse processo. O quanto dessa história é da vida de Juan Pablo Villalobos?

JPV -  Esse é um romance que está construído com três diferentes materiais. O principal, eu diria 90%, é a ficção. Outro é o material histórico, ou seja, falo no livro de questões políticas, econômicas, sociais e fatos que aconteceram nos anos 1980, como crise, políticas de desvalorização, inflação e um período político conturbado. O terceiro elemento é o que poderia ser chamado de autobiográfico, ainda que minimamente. Como, por exemplo, o fato de o protagonista ser o segundo filho da família, como eu sou, e a história se passar em uma cidade que seria onde eu cresci. Mas o que acontece no romance, que tem um enredo muito absurdo, é ficção e não poderia ser verdade.

CC - O livro, de tom ácido e ágil, tece críticas à hipocrisia de certas grupos - como quando o padre diz que dinheiro não importa - e à ausência de consciência política das classes sociais mais baixas. Isso vem mudando no México de hoje? E no Brasil?

JPV -  O que realmente me preocupava no momento de escrever o romance, sobre essa tomada de consciência, são sobre os mecanismos de manipulação política. Há um discurso religioso na sociedade mexicana, que pode existir também na brasileira, que fala para o pobre se resignar, que questões materiais não são importantes. E também político, do PRI [Partido Revolucionário Institucional], que governou o México de 1929 até 2000, e voltou ao poder no ano passado. 
 
O PRI criou uma cultura de manipulação política e também de compra de parte da sociedade através de um mecanismo muito sofisticado para controlar os movimentos sociais. Primeiro os minimiza, como se não fossem uma questão da sociedade importante, depois tentar comprar e trazer para si, para convencer que não há posições contrarias. A terceira etapa é a ameaça e depois dessa vem a repressão. São quatro fases, não de práticas públicas do PRI, mas que continuam funcionando dentro do sistema de governo no México.

Então, quando no romance o protagonista Orestes descobre esses mecanismos de manipulação política, que vêm desde o poder econômico e político, ele tenta se rebelar. E a relação do Orestes com isso é através desse cinismo, do sarcasmo que ele usa.

CC - Como será o terceiro livro que fecha a trilogia sobre o México?

JPV - Na verdade, não gosto muito de falar sobre o que estou fazendo. Sou meio supersticioso e prefiro não falar.

CC - Quais são suas principais influências literárias? Elas são as mesmas de quando você começou a escrever ou a se envolver com literatura?

JPV - Acho que mudaram muito e continuam mudando. Nossos interesses como leitor se transformam com o tempo. Sou formado em literatura, tenho uma formação literária forte, com a leitura de clássicos e traduções. Mas no caso de romances, a minha maior influência é a literatura francesa da primeira metade do século 20, de escritores como Alfred Jarry, Raymond Queneau, Boris Vian, além do irlandês Samuel Beckett e do romeno Eugene Ionesco, que escreveram parte da obra deles em francês.

CC - Qual sua expectativa em relação ao festival Pauliceia Literária, no qual debate com o angolano Valter Hugo Mãe?

JPV - Quando eu morava na Espanha, há cinco anos, li O Apocalipse dos Trabalhadores, de Valter Hugo Mãe. Acho que é um autor muito interessante, que tem muitas coincidências comigo, como a preocupação com a questão social e a identidade, no caso dele, a sociedade portuguesa. Acredito que será um debate muito interessante porque tanto O Apocalipse dos Trabalhadores quanto o Se Vivêssemos em um Lugar Normal têm em comum esse interesse pela questão social e econômica.

CIDADÃO TELETUBBIE


O método Telettubies de assimilação política: basta ver uma imagem e repetir “bo-bo, “ban-di-do”, “sa-fa-dos”, “ca-na-lha”
“Pensar pra quê? Ouvir o voto pra quê? Em nosso primário exercício de assimilação, tudo "termina em pizza" e ninguém precisa de juiz. Basta votar em enquete

Há um momento da vida em que o mundo ao redor é um amontoado de signos sem significados. Chama-se infância. Nessa fase, uma pedra não é uma pedra. Não tem sequer nome. É apenas um material disforme que simplesmente existe. À medida que aprendemos que uma pedra é uma pedra e não um ovo, passamos a assimilar a ideia de valor e grandeza. De significado, enfim. Leva tempo.

Mal resumindo, é assim que aprendemos a compreender o mundo, até então uma associação inicial e pouco sofisticada de ideias projetadas em sílabas repetidas vagarosamente.
 
Como numa peça de Lego, encaixamos as sílabas “a” “ma” “re” e “lo” e associamos o borrão apresentado em um cartaz, ou na tevê, ao nome das cores. Vemos o desenho de um arco ascendente e alguém explica ser um “sor-ri-so”. E descobrimos que a bola de fogo a-ma-re-la de-se-nha-da é o “sol”. Daí o sucesso de programas como Teletubbies na formação dos nossos quadrúpedes (porque ainda engatinham) não alfabetizados. Peça por peça, eles aprendem a codificar o mundo. E se tornam adultos.

Nessa nova fase, aprendemos – ou deveríamos aprender – que existe uma infinidade de tamanhos, formas e cores de pedras, algumas com muito mais do que cinquenta tons numa mesma superfície, tenham elas nomes inventados ou não. Umas têm valor de uso, e servem para a guerra. Outras têm valor de troca, e vão parar nos pescoços mais endinheirados. Alguns dirão a vida toda que, não importa o que te ensinam, é sempre bom desconfiar de afirmações categóricas de quem jura que uma pedra é uma pedra e que isto não se discute. 
 
E se uma pedra é capaz de provocar tanto embate, o que não se vê e nem se toca é nitroglicerina pura. Ao longo dos séculos, o que dá dentro da gente e e não devia também recebe nome, valor e peso, mesmo sem ter forma nem espessura. Com base nestes nomes, criamos as leis (filosóficas, físicas, jurídicas e até sentimentais). São elas as responsáveis por regular as mais complexas, inconfessáveis, inacabadas, incompletas, mal diagnosticadas e muitas vezes inomináveis relações humanas. Alguns estudam estas leis. Por anos. Pela vida toda. Mais do que qualquer outro bípede, que a essa altura da vida já não engatinha.

No mundo ideal, seria prudente ouvi-los antes de tomar posição. Mas, no mundo real, ainda estamos conectando peças de Lego, as sílabas jogadas por variações de um mesmo Teletubbie que nos ensinou a falar quando nossa manifestação verbal era ainda gutural. 
 
Tornamo-nos bípedes, mas continuamos babando, repetindo com a boca e os olhos hipnotizados, com vozes vacilantes, as associações criadas neste grande programa Teletubbies que é a televisão, o rádio, a revista, o jornal, o meme de duas frases do Facebook e o e-mail da tia indignada: “ban-di-do”, “im-pu-ni-da-de”, “is-so-é-u-ma-ver-go-nha”, “cor-ruP-Tos”, "cu-ba-nos-mal-va-dos", "va-mos-a-ca-bar-como-a-Ve-ne-zu-e-la" (custa crer que alguns aprenderam a repetir as sílabas dos "embargos infringentes" sem a ajuda do lexotan).

As associações, muitas vezes, são criadas por cores ou rostos. Não é preciso saber o que é massa nem energia nem teoria nem relatividade para associar Albert Einstein a valores como “in-te-li-gên-cia”, “ge-ni-a-li-da-de”. Não é preciso sequer formular uma frase inteira. Basta repetir uma ideia pronta. Ou praguejar. Dizer se é bom ou ruim sem explicar os porquês.
 
 E dar sequência às reações coletivas, de manada, diante do vermelho. Ou do azul. Ou da foto um ex-presidente com barba. Ou de um ex-presidente sem barba. Não é preciso ler jornal, só a primeira frase do título; basta reagir diante de uma foto. Não é preciso sequer analisar o conteúdo.
 
 Nem diferenciar uma Constituição de uma capivara. Operamos, afinal, com símbolos prontos, acabados, imutáveis. E, assim, basta ao rockeiro boa-pinta colocar um nariz de palhaço para, como um bom Teletubbie, se comunicar com a sua plateia de Teletubbie: “bo-bo, “ban-di-do”, “sa-fa-dos”, “ca-na-lhas”.
Pensar pra quê? Ouvir o decano, ou quem quer que seja, para quê? Não importa o que se diga, nem em que se embase. No fim a única associação que conseguimos fazer do amontoado de palavras voadoras de significantes sem significados durante o voto de um ministro da Suprema Corte é que tudo é só uma grande "piz-za". Ou uma vitória da “de-mo-cra-cia”. Ou uma resposta aos “gol-pis-tas”.
 
 Ou uma “in-fâ-mia” à opinião pública que grita, sonolenta, "A-cor-da-Bra-sil" e sonha com o dia em que o Congresso e o Judiciário se transformem em um grande estacionamento privado. No país do “que país é este”, os porta-vozes da suposta maioria se ressentem pela “o-fen-sas” constantes de uma corte de 11 juízes que usam as leis para afrontar a “jus-ti-ça” e proclamar a “im-pu-ni-da-de”.
 
 Ou de 594 parlamentares, “pa-gos-às-nos-sas-cus-tas” para, "on-de-já-se-viu", criarem leis. Leis para quê? Dependesse dessa maioria de pensamento binário, todas as contradições e penas e direito de defesa se resumiriam a uma grande enquete. “Se você acha que eles erraram e devem morrer, curta. 
 
Se acha que devem ser linchados, compartilhe. Participe. A sua opinião é muito importante. O final, você decide”. Nesta forma curiosa de aprimoramento democrático, pensar é dispensável, mas grunhir, feito porco, é exercício pleno de cidadania.”
 
Matheus Pichonelli, CartaCapital