Depois de ter as portas fechadas há mais de três anos, sua sede colocada a leilão no ano passado e uma mudança quase acertada para outro lugar, o Cine Luz deve, agora, ser reativado no mesmo prédio onde sempre funcionou. É o que pretende a Fundação Cultural de Curitiba (FCC), que está em vias de retomar a administração do local. O anúncio foi confirmado esta semana pelo presidente da FCC, Marcos Cordiolli.
Desde que exibiu sua última sessão, em novembro de 2009, o Cine
Luz passou os últimos três anos e meio com o seu destino um tanto incerto. Com
a sede fechada após recomendação do Corpo de Bombeiros, a única esperança
restante era que uma das três salas do complexo do Cine Passeio – um projeto
ainda em andamento – fosse batizada como Sala Luz.

De acordo com o assessor de Relações Institucionais da
Presidência da FCC, Elton Barz, a decisão veio depois que uma nova vistoria do
Corpo de Bombeiros mostrou que era possível readequar as instalações às normas
atuais de acessibilidade e segurança. A falta de saídas de emergência adequadas
e de acesso a portadores de necessidades especiais foram justamente os motivos
que levaram ao fechamento do cinema.
Centro
Já que o projeto do Cine Passeio não será alterado, a
reabertura do Cine Luz no mesmo local onde funcionava garantirá uma nova sala
pública de cinema na região central de Curitiba. Somada a Cinemateca, serão
cinco salas relativamente próximas. Segundo Barz, essa variedade de salas
permitirá que o Luz tenha um enfoque mais específico, ainda a ser definido pela
FCC.
Mas até a abertura, ainda há muito a ser feito. Por enquanto, a
FCC está aguardando que os bombeiros ratifiquem o seu laudo (o que deve
acontecer ainda este mês) para poder iniciar um pré-projeto para a remodelação.
Em seguida, a Fundação reassumirá a responsabilidade pelo
imóvel e passará a captar recursos para a reforma. “Pretendemos viabilizar não
só com orçamento próprio, mas também buscando recursos federais”, explica Barz.
A sala terá que ser inteiramente remodelada, pois pouco do que
tinha de mobiliário poderá ser reaproveitado. Nem mesmo a tela continua lá,
pois foi levada para o Cine Guarani. Com as readequações, a sala também deve
perder entre 10% e 20% da sua capacidade, que anteriormente era de
aproximadamente 150 pessoas.
GAZETA SANTA CÂNDIDA,JORNAL QUE TEM O QUE FALAR
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