A planilha de custos apresentada ao Governo do Estado pela Prefeitura de Curitiba, responsável pela gestão do sistema integrado que atende outros 13 municípios metropolitanos, foi questionada pelo secretário estadual do Desenvolvimento Urbano, Ratinho Junior, que homologou nesta quarta-feira (13/03) o pedido de reajuste da tarifa da Rede Integrada de Transporte (RIT), segundo cálculos apresentados pela prefeitura da capital.
“Nós não obtivemos ainda uma pesquisa com um estudo técnico-científico
que mostre exatamente qual a movimentação nas linhas para que possamos
determinar qual o custo por usuário. A Prefeitura de Curitiba deve nos
mostrar esta pesquisa que demonstre a real situação da origem e destino
dos passageiros da Rede Integrada de Transporte”, disse Ratinho Junior.
Mesmo com o pedido de esclarecimentos, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) homologaram a recomposição de 9,6% da tarifa da RIT, que passa de R$ 2,60 para R$ 2,85 a partir desta quinta-feira, conforme planilha apresentada pela Urbanização de Curitiba (Urbs).
“Cumprimos as formalidades e homologamos o reajuste da rede integrada, mas questionamos a divisão dos custos apresentados. A Prefeitura de Curitiba informa que 80% das despesas são relativas às linhas metropolitanas. Mas nós não sabemos em que está baseada esta repartição. É o que precisamos saber”, destaca.
INTEGRAÇÃO
O secretário afirma que o Governo do Paraná tem a maior boa
vontade em manter o sistema de transporte urbano da Região
Metropolitana de Curitiba integrado. “Essa é uma política que deu certo e
se autossustenta há 23 anos. É uma conquista do cidadão e dos
municípios que estão integrados”, disse.
Para o secretário, o debate a respeito da integração do transporte deve levar em conta aspectos econômicos e de mobilidade. “Curitiba, por exemplo, arrecada muito com a integração porque quem mora em cidades vizinhas e trabalha na capital consome, gera renda e tributos para o município”, disse. “Sem a integração, centenas de ônibus de linhas metropolitanas passarão a circular dentro de Curitiba. O sistema integrado é, também, um instrumento de regulação da mobilidade urbana. E sem isto, quem perde é o cidadão”.
SUBSÍDIO
Ratinho Junior destacou que o Governo do Estado está
oferecendo, pela primeira vez na história, apoio aos municípios na área
de transporte coletivo metropolitano. “O governador Beto Richa já enviou
para a Assembleia Legislativa um projeto de lei que isenta do ICMS o
óleo diesel utilizado nas redes integradas. Essa medida vai beneficiar
outras regiões do Paraná e estimular o transporte integrado”, explicou.
“Nunca houve uma medida deste tipo no Estado”, completou.
O secretário ressaltou que a proposta altera a forma como o Estado subsidia o transporte público e, ainda, vai atender mais cidades paranaenses. “Até aqui, apenas dois prefeitos puderam utilizar subsídio oferecido pelo Estado: Luciano Ducci e Gustavo Fruet. Agora, outras cidades também poderão contar com este tipo de apoio do governo estadual”, disse.
TERMINAIS
Ratinho Junior adiantou que prepara um projeto para a
revitalização dos terminais de passageiros da Região Metropolitana de
Curitiba. “Esta é uma das nossas maiores prioridades. Estamos estudando
formas de fazer com que os terminais ofereçam melhores condições de
atender os usuários do transporte coletivo e devemos apresentar uma
solução nos próximos meses”, disse o secretário.
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