quinta-feira, 29 de agosto de 2013

QUEM DEVERIA SENTAR NO BANCO DOS RÉUS, POR RICARDO NOBLAT

Finalmente apareceu alguém sem medo de confrontar a presidente da República - o diplomata Eduardo Saboia, cérebro da operação que resultou na retirada da Bolívia do senador Roger Pinto Molina, refugiado em nossa embaixada de La Paz há mais de 450 dias.
 
O Brasil acatara o pedido de asilo político dele, que denunciara autoridades do seu país por envolvimento com narcotráfico. A Bolívia negara o salvo-conduto para que Roger deixasse o país em segurança sob a acusação de que é corrupto.

Saboia disse que Roger não podia receber visitas. Nem circular dentro do prédio da embaixada. Nem se comunicar com a família. Nem tomar banho de sol. Uma autoridade do governo boliviano comentou certa vez que ele ficaria ali até morrer.

- Você imagina ir todo dia para o seu trabalho e ter uma pessoa trancada num quartinho do lado, que não sai? Aí vem o advogado e diz que você será responsável se ele se matar. Eu me sentia como se fosse o carcereiro dele, como se eu estivesse no DOI-Codi.

Presidente da República não bate-boca com funcionário de escalão inferior. Dilma bateu ao dizer ter provado da desumanidade dos DOI-CODIs. E que a distância que os separava das condições de vida na embaixada de La Paz equivalia à distância entre céu e inferno.

O dia sequer terminara e Saboia já replicava Dilma. "Eu que estava lá, eu que posso dizer. O carcereiro era eu. Ninguém mais viu aquela situação", respondeu. Desautorizou a presidente, portanto. E sugeriu que ela nada poderia falar a respeito porque simplesmente não estava lá.

Nenhum ministro, senador, deputado ou presidente de um dos poderes da República foi tão longe em relação a Dilma quanto Saboia, um mero encarregado de negócios que respondia por uma embaixada de segunda classe na ausência do embaixador.

Mas, de duas, uma. Dilma e o bando de assessores que a cercam não prestaram atenção no que afirmou Saboia. Ou prestaram, mas a presidente quis bancar a esperta e mudar o foco da discussão sobre o traslado do senador. Até este momento, a discussão é favorável a Saboia.

Recapitulemos. Disse Saboia: “Eu me sentia como se fosse o carcereiro dele, como se eu estivesse no DOI-Codi”. Era Saboia, bancando o carcereiro, quem se sentia como se estivesse no DOI-CODI. Não disse que o senador enfrentava condições semelhantes às dos DOI-CODIs.

As palavras ditas por Dilma: “Eu estive no DOI-Codi, eu sei o que é o DOI-Codi. E asseguro a vocês que é tão distante o DOI-Codi da embaixada brasileira lá em La Paz (Bolívia) como é distante o céu do inferno”.

Em resumo: Saboia disse uma coisa. Dilma, outra.

No último sábado, ao ficar sabendo que Roger chegara a Corumbá depois de rodar mais de mil e quinhentos quilômetros dentro de um carro da embaixada acompanhado por Saboia e dois fuzileiros navais, Dilma só faltou escalar as paredes do Palácio da Alvorada.

Cobrou a demissão imediata de Saboia ao ministro Antonio Patriota, das Relações Exteriores. Patriota estava em São Paulo pronto para viajar à Finlândia. Dilma foi grosseira com ele, como de hábito. Mandou que retornasse a Brasília. E o demitiu em seguida.

A indignação de Dilma tem a ver com duas coisas. A primeira: ela ficou mal diante do presidente Evo Morales. Que acusou o Brasil de desrespeitar tratados internacionais ao providenciar a fuga de Roger sem que ele tivesse obtido antes um salvo-conduto.

A segunda coisa: Dilma tem medo de que reste provada a negligência do governo brasileiro no caso do senador boliviano. Saboia tem como provar a negligência. E para evitar que o governo tente por um fim em sua carreira diplomática de mais de 20 anos, está disposto a provar.

- Eu perguntava da comissão bilateral para resolver a questão do senador, e as pessoas me diziam: "Olha, aqui [no Brasil] é empurrar com a barriga.". Tenho e-mails dizendo: "A gente sabe que é um faz de conta, eles fingem que estão negociando e a gente finge que acredita".

Tem um filme na praça chamado “Hannah Arendt”. Conta a história do julgamento em Jerusalém do carrasco nazista Adolf Eichmann. E da cobertura do julgamento feita para a revista americana The New Yorker pela filósofa judia de origem alemã Hannah Arendt.

A teoria da “banalidade do mal” começou a nascer ali quando Hannah se convenceu de que Eichmann, de fato, não se sentia responsável pela morte de milhões de judeus. Ele não se cansou de repetir em sua defesa: apenas cumprira ordens.

Ninguém ordenou que Saboia tentasse salvar a vida do senador boliviano que ameaçava se matar, segundo atestados médicos. Mas sentindo-se responsável por ele, Saboia decidiu em certo momento obedecer ao que mandava a sua própria consciência.

Alguns dias antes de fazê-lo, despachou para o Itamaraty uma mensagem antecipando o que iria se passar. A resposta foi o silêncio. Quem por aqui se lixava para a sorte do senador boliviano? Quem em La Paz se lixava?

Por negligência, omissão e desumanidade, Saboia não poderá ser punido. Não deverá ser punido. Não merece ser punido. Por tais crimes são outros que deveriam sentar no banco dos réus.

EQUIPE DA USP AJUDA A DESCOBRIR MAIS VELHA ESTRELA 'GÊMEA' DO SOL

  HIP 102152 tem 8,2 bilhões de anos e fica a 250 anos-luz da Terra.

Estudo foi feito em parceria com o Observatório Europeu do Sul (ESO).

Uma equipe de quatro astrônomos da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Observatório Europeu do Sul (ESO), ajudou a descobrir a estrela "gêmea" do Sol mais velha já identificada, com 8,2 bilhões de anos – quase o dobro da idade da nossa estrela, que tem 4,6 bilhões de anos.

A Hipparcos 102152 (ou HIP 102152) fica a 250 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Capricórnio. Para observá-la, foi usado o Very Large Telescope (VLT) do ESO, localizado no norte do Chile, durante 40 noites desde 2011. Além da USP, participaram do trabalho dois cientistas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e dez estrangeiros.


Segundo os pesquisadores, que devem publicar os resultados na revista "Astrophysical Journal Letters", esse astro antigo – que tem temperatura, gravidade e composição química parecidas com as do Sol – oferece a possibilidade de entender como o nosso astro vai envelhecer nos próximos bilhões de anos. Os cientistas confirmaram ainda a idade de outra estrela "gêmea", a 18 Scorpii, que tem 2,9 bilhões de anos, ou seja, bem mais jovem que a nossa.

De acordo com a equipe da USP, as observações sugerem que a HIP 102152 também tem planetas rochosos (como Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) em sua órbita. Além disso, a descoberta apontou níveis muito baixos de lítio na estrela "gêmea", assim como acontece com o Sol, o que demonstra pela primeira vez que astros mais velhos e semelhantes ao nosso perdem esse elemento químico ao longo da vida. Esse "mistério" para a astrofísica já durava 60 anos, e agora começa a ser solucionado, ressaltam os autores, liderados pela americana TalaWanda Monroe, ligada à USP.
Os autores Jorge Meléndez e TalaWanda Monroe,
americana que atua na USP (Foto: Luna D'Alama/G1)

Para o pesquisador peruano Jorge Meléndez, que também atua na USP e é coautor do estudo, há décadas os astrônomos buscam estrelas "gêmeas" do Sol, para conhecer melhor a nossa própria, que é responsável pela vida na Terra. Apesar disso, a primeira delas só foi encontrada em 1997 e, desde então, poucas foram identificadas.

Meléndez diz que o objetivo agora, até 2015, é detectar astros ainda mais velhos, e também mais novos, para entender bem a dinâmica de envelhecimento solar. Outra meta é identificar "superterras", com massa entre cinco e dez vezes maiores que a nossa.

A importância do lítio

O lítio é o terceiro elemento da tabela periódica e foi criado durante o Big Bang, ao mesmo tempo que o hidrogênio e o hélio. Há anos, os astrônomos observam que algumas estrelas têm menos lítio que outras. Com a descoberta da HIP 102152, os cientistas viram uma forte relação entre a idade de uma estrela do tipo solar e seu conteúdo de lítio.

O Sol tem hoje apenas 1% da quantidade desse elemento presente na época de sua formação. Segundo o astrofísico boliviano naturalizado suíço Ramiro de la Reza, do Observatório Nacional, no Rio de Janeiro, é raro encontrar uma estrela com tão pouco lítio como o Sol.

"Esse é um elemento leve, muito frágil, que se destrói facilmente por dois fatores: ou ele queima no interior da estrela, onde é muito quente, ou se mistura e dilui com o material da superfície (fotosfera) em contato com o do interior", explica de la Reza, que pesquisa o lítio desde 1975, quando ajudou a estabelecer a medida exata da abundância desse componente no Sol, pela Universidade de Genebra, na Suíça.

À medida que uma estrela envelhece, sua temperatura aumenta, e isso também favorece que o lítio se dissipe. É por isso que esse elemento – que na Terra é usado em baterias de celulares e medicamentos como estabilizadores de humor, pra transtorno bipolar – serve como um indicador de evolução, ou um "termômetro evolutivo", que tem sido um importante instrumento de pesquisa sobre o Universo.

"O lítio é detectado em lugares mais frios, ou jovens. E também já fiz uma pesquisa que apontou que o fato de haver exoplanetas (planetas fora do Sistema Solar) não modifica a quantidade dele, mas esse estudo ainda precisa ser ampliado", destaca o astrofísico boliviano.

Agora, de la Reza investiga o que acontece com o lítio em estrelas com e sem disco em volta. Isso porque o disco influencia na rotação do astro, e a rotação tem impacto direto na quantidade de lítio. O Sol mesmo já teve um disco em torno de si, que formou os planetas – hoje, o que sobrou disso são um cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter e partículas mais além de Netuno (chamadas de Cinturão de Kuiper).

"Era um disco de gás que sumiu em 10 milhões de anos, quando o Sol ainda era uma 'criancinha'. Ele foi embora e só ficou a poeira. Atualmente, esses asteroides colidem entre si e geram uma nova poeira, que é de segunda geração", diz.

Sobre a estrela HIP 102152 ser "gêmea" do Sol, de la Reza diz que não concorda com a palavra.
"Não gosto de chamar de gêmeo, sempre tem alguma diferença. Pode ser do tipo solar, parecida com o Sol, mas nossa estrela é única", destaca.

Adesão do Brasil ao ESO

O ESO é uma organização fundada há 50 anos e formada atualmente por 14 países europeus (Áustria, Bélgica, República Tcheca, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Itália, Holanda, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido). Em 2010, o Brasil assinou um acordo de adesão para se tornar o 15° membro, mas a assinatura oficial depende da aprovação do Congresso Nacional, onde o projeto tramita desde fevereiro deste ano.

"Toda essa infraestrutura (do ESO) está disponível à comunidade brasileira, e a pesquisa mostra que temos nível internacional, como qualquer outro país"Claudio Melo,diretor científico do ESO
Ao todo, a proposta deverá passar por quatro comissões da Câmara dos Deputados e três do Senado. Até o momento, ela foi votada apenas na primeira comissão da Câmara.

"Essa é a velocidade normal (de tramitação), mas está avançando. Os políticos precisam entender por que é importante fazer um investimento desse porte na ciência", diz o diretor científico do ESO, o físico brasileiro Claudio Melo.

Segundo ele, esses recursos incluiriam uma taxa de adesão de 130 milhões de euros (R$ 404 milhões), divididos em dez anos, além de uma anuidade proporcional ao Produto Interno Bruto (PIB) do país – o que hoje giraria em torno de R$ 800 mil e, em 2023, chegaria a R$ 40 milhões.

"Toda essa infraestrutura (do ESO) está disponível à comunidade brasileira, e a pesquisa (da USP) mostra que temos nível internacional, como qualquer outro país. Ela é uma maneira de chamar a atenção, não de pressionar (o Congresso)", afirma Melo.

Sobre a diferença entre usar o complexo do ESO para estudos e se tornar membro efetivo, a professora Beatriz Barbuy, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosférias (IAG) da USP, destaca que apenas 2% dos pedidos de países não-membros são aprovados para observação no ESO, o que exige que "o projeto seja tão bom a ponto de ganhar um Nobel ou tenha como primeiro autor um cientista europeu".

"O ESO tem uma política de 'open sky' (céu aberto), em que qualquer um pode pedir tempo para observações, mas os membros têm prioridade. E, a longo prazo, isso muda tudo em termos de política e desenvolvimento científico e tecnológico para o Brasil", completa Melo.
G1 -BRASIL

NOVA ESTRELA 'GÊMEA' DO SOL

A descoberta é importante para que se perceba como é que o Sol vai envelhecer, refere um cientista
  


Descoberta por cientistas da universidade de  São Paulo, Brasil
Tem 8,2 mil milhões de anos e vai ajudar a compreender como é que o Sol vai envelhecer.
Chama-se HIP 102152, mas é mais conhecida como a estrela ‘gémea’ do Sol, a mais velha que já foi identificada. Tem 8,2 mil milhões de anos, quase o dobro da idade do Sol (4,6 mil milhões de anos), e foi descoberta por astrónomos da Universidade de São Paulo, no Brasil, em parceria com o Observatório Europeu do Sul (OES).

A estrela está a 250 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Capricórnio, e foi observada através do telescópio VLT do OES, localizado no norte do Chile. Os cientistas acreditam que a descoberta do astro vai permitir compreender a evolução do Sol nos próximos mil milhões de anos.

"A estrela tem massa, temperatura e espetro de luz igual ao Sol. É uma descoberta interessante para perceber como é que o Sol vai envelhecer", explicou ao CM Michael Bazot, um dos investigadores do projeto e que pertence ao Centro de Astrofísica da Universidade do Porto.

A composição química é outra das semelhanças. Foi detetada a presença de níveis muito baixos de lítio na estrela, o que demonstra que astros mais velhos e semelhantes ao Sol perdem este elemento químico ao longo da vida. Em 1997 foi encontrada a primeira estrela ‘gémea’ do Sol: desde então poucas foram identificadas.

MICROSOFT CEDEU DADOS DE PORTUGUESES ÀS AUTORIDADES

Empresa norte-americana cedeu em 469 dos pedidos que lhe foram feitos. 
A polémica em torno da entrega de dados de cibernautas às autoridades portuguesas continua. Após ter sido tornada pública a entrega de dados por parte da rede social Facebook, sabe-se agora que também a Microsoft cedeu informações. 

De acordo com os dados do Law Enforcement Requests Report,  em 2012, foram efetuados 548 pedidos por parte das autoridades para obtenção de dados relativos a 710 contas de Outlook, Hotmail e Messenger. Destes, a empresa norte-americana respondeu a 469, o que se traduz em 85,6% de cedências. 

Estes pedidos são feitos devido à existência de suspeitas de crimes como a pedofilia ou a contrafação de cartões de crédito.

Após o pedido, a empresa avalia cada caso, desde que exista uma ordem policial ou judicial, entregando depois informações como nome, idade, naturalidade e IP (identificação do dispositivo ligado à Internet) do utilizador.

A empresa alega que, por lei, é obrigada a dar resposta aos pedidos, respeitando o máximo possível do direito à privacidade do cibernauta. 

FACEBOOK PAGA MULTA DE 20 MILHÕES

Capa do Correio da ManhãO Facebook foi condenado a pagar 20 milhões de dólares (15 milhões de euros) por ter permitido a associação de dados dos seus utilizadores a conteúdos publicitários. 

A empresa admitiu ainda que Portugal fez 177 pedidos de informação, entre janeiro e junho,  sobre 213 utilizadores e contas. Pedidos estes que terão sido feitos com "fins de investigação criminal e de segurança nacional".

 CORREIO DE NOTÍCIAS - PORTUGAL

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

ESTÁGIARIA RELATA ASSÉDIO SEXUAL NA CBN

Gerência da CBN foi informada sobre assédio mas não tomou nenhuma atitude, o que causou uma paralisação dos jornalistas; três se demitiram em protesto. Na carta abaixo, a estudante relata o que enfrentou

“Eu sempre imaginei que se algo desse tipo acontecesse comigo eu enfiaria a mão na cara do sujeito. Mas não enfiei. Fui só vomitar. Não posso descrever ao certo o sentimento. Você se sente tão humilhado, tão lixo humano, que não arranja força alguma”. – Marina Ceccon, sobre assédio que sofreu do comentarista da CBN Airton Cordeiro.

A estagiária de jornalismo da Rádio CBN Curitiba, Mariana Ceccon, registrou boletim de ocorrência contra o jornalista Airton Codeiro. O registro foi realizado na Delegacia da Mulher (B.O nº 2013/816957) e deve iniciar um processo de investigação. Ela também disponibiliza um relato sobre os acontecimentos (ao final).

Cordeiro é acusado por casos de assédio sexual no ambiente de trabalho. Em uma carta a estudante relata o que enfrentou. O caso já havia vazado pelas redes sociais no começo deste mês. A gerência da emissora havia sido informada, mas não tomou atitude, o que causou uma paralisação dos jornalistas da rádio no dia 5 deste mês. Três deles se demitiram em protesto: José Wille, diretor de jornalismo; Marcos Tosi, chefe de reportagem e Álvaro Borba, âncora.

Os jornalistas que se demitiram haviam investigado o caso, ouvindo cinco vítimas, entre estagiárias, telefonistas e secretárias. Os depoimentos foram registrados, na época, e encaminhados à direção da empresa. O Sindijor acompanha as investigações e encaminhará o relato ao Conselho de Ética da entidade para análise.

Confira a íntegra da carta publicada pela estudante:

“Em vista da enorme pressão a que venho sendo submetida nos últimos meses creio que não é mais possível ficar quieta sobre este assunto. Primeiro eu gostaria de deixar bem claro que em hipótese alguma eu gostaria que este caso viesse a público. Primeiro pela imensa humilhação, segundo por vergonha em olhar para as pessoas e por último pela inocente crença de que assuntos corporativos podem ser resolvidos dentro da empresa. Acontece que trabalhando em uma rádio nada do que acontece pode se manter por muito tempo em silêncio. Agora vejo meu direito de “ficar calada” ser completamente anulado quando pessoas me mandam mensagens perguntando se a tal estagiária sou eu, quando meus colegas me olham estranho, além de ler, ouvir, centenas de versões para uma história que sei que só eu posso dar um basta.

Em setembro completarei 6 meses de estágio na CBN Curitiba. Como muitos sabem eu adoro trabalhar lá. Meus colegas sempre me trataram bem, nunca como a “estagiária”, me passaram conhecimento, respeitaram-me como profissional desde o início. Tanto que eu tive a oportunidade de ajudar a produzir o programa, editar e nos últimos meses tive o privilégio de ajudar na construção do jornal de dentro do estúdio. Foi lá que eu pude conhecer melhor como funciona a programação e conheci pessoas que eu admiro muito.

Também no estúdio pude trabalhar com o comentarista Airton Cordeiro, uma pessoa que sempre respeitei pela história na imprensa paranaense. Nos primeiros dias de estúdio tratei o Airton como trato um tio avó. Ele me pedia para atender seu celular durante o programa e para ajudar com coisas no computador como, por exemplo, anexar e imprimir arquivos. Até então ele nunca havia me faltado com respeito.

No fim de junho começaram as baixarias. Dentro do estúdio, durante os intervalos, o Airton começou a fazer piadas de péssimo gosto sobre o Caso Tayná, sobre política, sempre usando termos de baixo calão. “Quer dizer que ninguém quis comer a buceta dessa tal de Tayná?” Ninguém respondia, às vezes forçavam um sorriso amarelo ou como no meu caso, levava na “esportiva” porque afinal eu sou a estagiária e aquele é o Airton Cordeiro! A corda sempre arrebenta para o lado mais fraco e não seria eu que criaria caso.

No começo de julho um deficiente visual telefonou para rádio fazendo perguntas sobre como é o estúdio, etc. Depois de desligar o telefone relatei a ligação para todos e o Airton perguntou em alto e bom som: “Por que você não disse para ele vir aqui pegar na sua buceta e ver como é molhadinha?” Naquele momento eu fiquei chocada, como todos. Eu respirei fundo 1,2,3 vezes, mas decidi não falar nada a não ser um “vou falar para pegar no seu nariz Airton!” Brincadeiras… Brincadeiras de um babão.

Um ou dois dias depois Airton estava se despedindo de todos. Ia para Disney com a família. Naquele dia ele estava fazendo piadas horríveis com nome de entrevistadas, falando baixarias como nunca. Durante o programa ele se aproximou da minha mesa, como quem quer olhar alguma coisa no monitor do computador. Abaixou-se, tirou os cabelos do meu ombro e disse: “Eu estou morrendo de tesão em você e ainda vou te montar, você vai ver”.

 Estou relatando exatamente as palavras que ele me disse não porque eu queira ou esteja confortável para falar sobre isto, mas sim porque não aguento mais ouvir coisas do tipo: “ahh o velho tá no fim da vida, foi lá fez um galanteio e todo mundo tá fazendo esse escândalo”, “Ah o cara passou uma cantada e já levam para o lado do assédio”. E para deixar bem claro de uma vez por todas que o Airton não me fez nenhum elogio. Ele me tratou como um animal.

Ele falou isso e eu não fiz nada. Não respondi nada. Por muito tempo eu fiquei me sentindo um lixo por causa disso. Quando tomei coragem de contar, todo mundo me dizia: “Nossa se fosse comigo eu tinha enfiado a mão na cara… Nossa e você não falou nada?”. Não, eu não falei nada. Eu sempre imaginei que se algo desse tipo acontecesse comigo eu enfiaria a mão na cara do sujeito. Mas não enfiei. 

Fui só vomitar. Não posso descrever ao certo o sentimento. Você se sente tão humilhado, tão lixo humano, que não arranja força alguma para responder. Você tem vontade de se esconder e se sente suja. Não quer falar pra ninguém. E no segundo seguinte ele falou que estava indo viajar com a esposa, netos, filhos para a Disney comemorar os 50 anos de casado. Como alguém pode ser tão dissimulado?

Naquela sexta eu fui embora com a sensação física de que ia vomitar a qualquer minuto. Não queria ver meu namorado, nem meus pais. Decidi que apesar de amar trabalhar na rádio eu não ia mais voltar pra lá. Não queria mais ver aquela pessoa.

Na segunda-feira, logo que cheguei à rádio, um dos meus colegas me chamou para tomar água. Eu não sabia, mas as “piadas” do Airton tinham vazado. Foi durante esta conversa que eu descobri que o Airton fez isso comigo, mas fez coisas muito piores com tantas outras funcionárias. Se eu não desse um basta ele só iria mais longe como já havia feito antes. Tomei coragem e contei para este mesmo colega que o Airton já havia me assediado e que não sabia o que fazer.

Com medo de a situação piorar e mais enojada ainda achei melhor conversar com o Álvaro Borba também. Relatei as palavras exatas que o Airton tinha me dito na sexta-feira e que eu não trabalharia mais lá. O caso foi passado para os superiores que pouco a pouco foram sabendo de tudo que aconteceu comigo e com as outras mulheres.

Recebi total apoio dos meus colegas diretos. Com o passar dos dias, o Airton bem longe de férias, fui me acalmando e aceitando a situação. O Wille me procurou, pediu desculpas em nome da CBN e garantiu que ia levar o caso diretamente para o alto escalão. Isto porque o diretor-geral da rádio é amigo pessoal do Airton e o maior medo era que o caso fosse abafado ou contornado sem as devidas providências. 

Neste meio tempo o Wille recebeu relatos de outras funcionárias e ex-funcionárias da rádio ficando cada vez mais irritado. Inclusive casos que passavam do plano verbal. Passadas de mão, intimidações, ofertas de dinheiro para levar funcionárias a motéis. Todas em mulheres que ele provavelmente considera estarem em posições inferiores dentro da empresa e vulneráveis.

Eu depositei todas as minhas esperanças de que o caso seria resolvido ali. Sem exposição, sem mais estresse. Até o dia em que a história vazou para fora. Em uma manhã eu vi a internet explodir em cobranças, piadas e vexames. Meu nome não estava ali, mas todo dia, desde o dia 18 de julho eu sofro um novo tipo de assédio: assédio moral. O mundo realmente é feito de um nojento machismo.

Não vou ficar aqui pregando ideologias feministas, mas depois de toda a situação que eu havia passado, abrir o Twitter e ver coisas do tipo “na capa da playboy de julho, a estagiária que revelou Airton Cordeiro revela tudo pra você”, “Airton Cordeiro comendo muito as estagiárias da CBN Curitiba”, “Imagine as quengas que trabalham na rádio”. Isso foi pior do que o próprio Airton. Todo mundo que me conhece o mínimo sabe o quanto eu luto e me esforço pra fazer minha carreira eticamente.

 E isso é a pior coisa que pode acontecer com alguém que tenha esses princípios. É ser exposta publicamente, como se eu estivesse querendo “tirar uma grana, ter 5 minutos de fama” ou pior, como eu já vi, “dado motivos” para que ele agisse assim.

Acho que ninguém que escreveu estas coisas ou vazou a história me conhece bem. Mas eu gostaria de dizer que vocês são tão ruins ou piores que o próprio Airton Cordeiro. Alguns podem achar tudo isso muito natural, podem achar que é coisa de uma pessoa senil. Mas não, não é. Isso não é normal. Imaginem se isso acontecesse com sua esposa, sua filha ou sua mãe e centenas de pessoas ainda julgassem a índole de quem você quer bem.

Com as coisas em níveis impraticáveis o José Wille levou a questão para a empresa. Eu não sei detalhes da reunião, a única coisa que me disseram foi que as gravações com os relatos de assédio foram mostradas. Com a omissão da chefia, o José Wille pediu demissão. Encarei meus colegas um a um com um sentimento de culpa. Apesar de não ter “cavado” a situação eu era a pivô.

As atenções estavam voltadas para a casa. Todos os funcionários queriam uma reunião, uma palavra dos líderes da empresa. Queriam a garantia de que apesar da amizade, o diretor-geral não deixaria que o Airton voltasse, nem em 2 dias nem em 2 anos. Queriam algo por escrito. O próprio Álvaro chegou a escrever uma nota pública que foi levada até a direção frisando o fato de que o Airton não voltaria. Mais uma vez eu não sei os motivos, mas a tal retratação não foi assinada.

A única coisa que eu sabia é que o Marcos Tosi tinha reunido testemunhos dos assédios que o Airton havia cometido. Inclusive eu mesma prestei depoimento. Mas, como o próprio Tosi divulgou em sua página no Facebook, “Infelizmente, como na antiguidade, o mensageiro da má notícia pagava o preço com a vida”. Até onde sei, documentar estes fatos não foi nem um pouco bem visto. Tosi sofreu o famoso “gelo” e devido a esta situação decidiu também sair da rádio.

Foi no dia 5 de agosto. O Tosi anunciou a demissão no começo da manhã. Em meio ao alvoroço o Álvaro chegou igualmente transtornado. Sem pronunciamento da direção, com biografias em jogo, o Álvaro não pensou duas vezes. Saiu pela porta e não voltou mais.

Sou grata à atitude do Wille, mas como eu disse só falei com ele uma vez. Nunca tive a oportunidade de contar a ele como eu estava me sentindo ou pensando, então espero que este texto possa suprir esta falta.

Quanto ao Álvaro e ao Tosi, eu não tenho palavras. Todos na rádio perderam não só o âncora, o chefe, mas grandes amigos. E digo isso não porque os dois eram meus amigos fora da rádio ou porque tivemos convivência fora do ambiente de trabalho (nunca os vi, nem de longe sem ser dentro da rádio). Digo isso porque foi a sensibilidade do Tosi ao abordar o assunto, as vezes que acabei chorando e que ele soube escutar que me fazem o considerar um amigo. 

O Álvaro considero igualmente um amigo por ter segurado a barra na linha de frente. Pelas conversas, apoio e orientações. Pela sensibilidade em proteger meu “início de carreira”, minha integridade e meu nome como até hoje o estavam fazendo.

Não estou escrevendo essas coisas para rasgar seda e sim para colocar os pontos nos “is”. Não tive a oportunidade de falar com todos os meus colegas sobre isso, então espero que estas palavras cheguem a todos e esclareçam de fato o que aconteceu.

Com a perda de 3 âncoras e sem uma palavra oficial, os funcionários da CBN entraram em greve. O holofote estava apontado para a rádio, notícias em vários jornais, até de circulação nacional. A bomba explodiu. Veio a nota pública da direção, mas ainda choveram informações desencontradas.

Espero que esse texto também venha reparar a culpa que sinto por ter abalado todos os funcionários, sem exceção. Sei, e muitos já me falaram e deixam todos os dias claro que a culpa não é minha. Mas apesar de desejar, eu não consigo aquietar meus pensamentos com isso. Eu sei que esta história não só tirou o trabalho de 3 pessoas e prejudicou suas famílias, como eu sei também que os outros que ficaram foram igualmente prejudicados com a alta carga de trabalho, responsabilidade e estresse. Em poucas horas repórteres tiveram que assumir a produção, apresentação, chefia e se desdobrar em vários turnos. E o pior, ter de lidar com a sempre ferrenha crítica dos ouvintes.

Não dá para culpá-los. O ouvinte tão acostumado as vozes familiares, da noite para o dia foi privado da rotina de escutar o programa. E com isso também espero me desculpar com todos os 13 ouvintes que só eu atendi e não pude dizer isto, aos incontáveis que mandaram email, manifestaram-se pelo Twitter ou pelo Facebook da empresa. Eu sei que nenhum de vocês precisa pagar por esta história, mas “todos estamos trabalhando em triplo pra garantir a qualidade na programação”. Não é só demagogia.

Na segunda não fui trabalhar. Mas terça tomei coragem, lavei o rosto e encarei meus colegas. Não porque eu sentisse que estava devendo alguma coisa para a empresa e sim porque eu estava devendo alguma coisa para os meus colegas que estavam tocando o jornal, acreditem, em 4 pessoas! Uma produtora, um apresentador, uma repórter e um operador de som. Duas horas e trinta minutos de programa.

Fui e continuo indo trabalhar por esta razão. Sinto que o mínimo que eu posso fazer é dividir a carga comigo também e ajudar as pessoas que não podem largar os trabalhos ou que não estavam diretamente envolvidas no conflito, mas que estão pagando o alto preço.

E, por fim, é hora de tornar público porque é uma tentativa de me sentir menos humilhada e envergonhada. Está na hora de encarar as coisas de frente e assumir de uma vez por todas que sim isto aconteceu comigo. Aconteceu com várias mulheres e passar adiante a lição de que assédio sexual não é sobre sexo. É sobre poder.

Ainda temo pelas consequências desse episódio. Tenho medo do que isto pode significar para a minha carreira. Tenho medo de que me associem a isto por muito tempo não importando o quanto eu me esforce para fazer com que os méritos sejam maiores do que a polêmica. Tenho medo de que isto cause mais ira nas pessoas “poderosas” atingidas e de que isto me prejudique de alguma forma física, jurídica ou profissional. Tenho medo de como meus amigos e familiares vão reagir.

Mas eu tenho o dever de escrever isso não porque quero ser uma “bandeira do feminismo”, mas porque não quero que esta história vire algo do tipo: “isto foi um complô contra mim, ninguém prestou queixa, não há provas”. Por respeito a todos os meus companheiros de profissão, da rádio e também os que eu nem conheço. Por respeito, julgo ético não me calar agora. Estou ouvindo muitos murmúrios, ‘disse que não me disse’. E sei que eu sou a única pessoa que pode relatar o que aconteceu verdadeiramente, por que só eu tenho o direito de me expor desta forma, aguentando as consequências desta exposição.

Chega de boatos, piadas de mau gosto e colunistas defendendo o Sr. Honra e Moral. Honra, moral, ética e profissionalismo são o que fazemos no nosso dia a dia. Se hoje eu não durmo bem é por culpa do sofrimento que isto causou a todos. Mas e o Sr. dorme bem? Põe a cabeça no travesseiro tranquilo? 

Você olha para a sua esposa, 50 anos casado e não sente nenhuma ponta de remorso? Ou no fundo você acha que essa canalhice é “um sorriso”? O que você VERDADEIRAMENTE fez é repulsivo e caso de polícia. Sinto nojo por mim e mais nojo ainda pelas coisas que você fez com mulheres que não podem e não querem falar, porque tem medo que isto prejudique profundamente suas vidas, mais do que você já prejudicou.

Poderia te desejar um processo bem dado, polícia, inquérito e tudo mais. Mas o que eu posso desejar que fosse pior do que você deve estar vivendo? Pode ter a certeza de que apesar de achar que a justiça não será feita por vias legais eu acredito que de alguma forma você vai pagar por essa canalhice. Pode ser no âmbito criminal, trabalhista, sindical, ou seja lá o que for. Eu não tenho a defesa de grandes escritórios de advocacia, não sou ex-deputada federal, mas a verdade e a vergonha na cara já me bastam.

Se você dorme bem e com a consciência tranquila, muito bom para você. Mas não existe nada pior para um jornalista do que ter a credibilidade suja, a honra julgada e a moral extirpada. E aqui vou parafrasear o Álvaro. “Biografia, a gente só tem uma…” O que vão escrever na sua?”
 Sindicato dos Jornalistas do Paraná

GAZETA SANTA CÂNDIDA,JORNAL QUE TEM O QUE FALAR  Sindicato dos Jornalistas do Paraná

APAGÃO ATINGE ESTADOS DO NORDESTE NO INÍCIO DA TARDE DE HOJE

Um apagão atinge todos os estados do Nordeste desde o início da tarde de hoje. A Aneel comunicou a falha e a considera de "grandes proporções". A causa do problema, entretanto, ainda não foi encontrada. Já há falta de energia em Teresina, Salvador, Fortaleza, Recife, Maceió, Natal e João Pessoa, entre outros municípios. 

Em São Luis, no Maranhão, não houve apagão, mas a Cemar confirmou que falta luz em regiões do interior do Estado. No Ceará, a Coelce diz ainda não ter informações sobre quantos municípios foram afetados pelo apagão e que está apurando as causas. Na Bahia, a Coelba confirmou a queda de energia no Estado. Um executivo da Chesf disse que o apagão atinge várias cidades do Nordeste e que a companhia ainda está avaliando a extensão do problema. O Ministério de Minas e Energia também está apurando as causas dos problemas.

VÍDEO: MÉDICOS BRASILEIROS OFENDEM MÉDICOS CUBANOS

Médicos cubanos que desembarcaram no Brasil para trabalhar em regiões carentes foram recebidos com agressividade e chamados de “escravos” por médicos brasileiros. Assista ao vídeo abaixo

 

Os 96 médicos, sendo 79 cubanos, que desembarcaram no Ceará para fazer o curso de formação de três semanas foram hostilizados e xingados na saída da Escola de Saúde Pública, logo após a solenidade de Acolhimento, na noite desta segunda, 26.


Um grupo de cerca de 50 médicos esperavam os estrangeiros vaiando, gritando e xingando os profissionais de escravos do lado de fora do prédio.


Ao ouvirem os gritos, os médicos cubanos passaram 40 minutos pensando em uma alternativa de sair da Escola Pública sem passar pela barreira de manifestantes, mas não houve outra solução. Cerca de 5 carros da PM estavam ao lado de fora.


Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, José Maria Pontes, os manifestantes não são contra a vinda dos médicos, mas contra o fato de esses profissionais não fazerem revalida.
Pelos próximos 21 dias, os estrangeiros profissionais da atenção básica da saúde passarão por uma avaliação. Se considerados aptos, já poderão atender pacientes a partir do dia 16 de setembro.
Vídeo:

                   
                         
GAZETA SANTA CÂNDIDA,JORNAL QUE TEM O QUE FALAR

EMPRESA DE TELECOMUNICAÇÕES APRESENTA PROJETO PARA COLOMBO

A curto prazo serão oferecidos serviços de banda larga, TV por assinatura, telefone fixo e celular

O secretário Antonio Ricardo Milgioransa, a prefeita Beti Pavin e o diretor Sandro Mello conversam sobre a oferta de serviços em tecnologia

A prefeita de Colombo, Beti Pavin, acompanhada do secretário da Indústria, Comércio e Turismo, Antonio Ricardo Milgioransa recebeu neste dia 26, em seu gabinete para uma reunião, representantes da empresa de telecomunicações Net, que apresentou o seu plano de expansão para o município.

Na ocasião, Beti Pavin disse que as indústrias, comércios e prestadores de serviços instalados na cidade estavam reivindicando a oferta de banda larga para implantarem ou ampliarem seus negócios. “Estes avanços na questão da tecnologia da informação são itens importantes para o desenvolvimento de Colombo”.

De acordo com secretário Milgioransa, “agora que o serviço, principalmente de banda larga vai estar disponível, num curto espaço de tempo, está na mãos dos empresários a decisão de receber o produto como também os moradores terão a opção para as suas residências”.

Segundo o diretor da empresa para Curitiba e região, Sandro Mello, serão oferecidos vários pacotes de TV por assinatura, banda larga, telefone fixo sem assinatura e telefone celular. “Vamos oferecer um portfólio completo de serviços com a melhor tecnologia disponível no mercado”, explicou.

Foto: João Senechal/PMC

FESTA DO AGRICULTOR REÚNE MAIS DE 2 MIL PESSOAS NO PARQUE DA UVA

Evento contou com uma procissão motorizada de 250 tratores que percorreu o centro da cidade

Evento no Parque da Uva contou com exposição de empresas do setor agrícola

Mais de duas mil pessoas festejaram no Parque Municipal da Uva a primeira Festa do Agricultor de Colombo realizada no domingo, 25. O evento que aconteceu durante todo o dia, foi uma realização da Cooperativa Agrícola de Colombo (COACOL) com o apoio da Prefeitura Municipal.
As comemorações iniciaram as 9 horas, com uma Santa Missa na Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário que ficou lotada de agricultores e familiares e de 250 tratores trazidos para a celebração que tomaram conta do estacionamento. Ao final da missa, todos foram benzidos pelo padre Leudes de Paula e seguiram em procissão pelas ruas da Sede até o Parque da Uva.

 Santa Missa foi celebrada e dedicada aos agricultores de Colombo e seus familiares                 
                                                        
A prefeita Beti Pavin, que acompanhou a festa desde a missa e até os festejos da tarde no Parque da Uva, destacou a importância dos agricultores para o avanço de Colombo. “A economia do nosso município deve muito a estes bravos produtores e nada mais justo que uma festa como essa para agradecer e homenagear todo o empenho e trabalho deles e de seus familiares”, disse.

No Parque da Uva, os agricultores e suas famílias participaram de um almoço festivo, concorreram a sorteios de mais de 40 brindes, realizaram o tradicional e típico jogo italiano da Mora, puderam visitar uma exposição de produtos do setor agrícola e para completar, assistiram a um show de uma dupla sertaneja.

O secretário da Agricultura e Abastecimento, Marcio Toniolo, destacou o trabalho dos organizadores e da participação dos agricultores do município. “Todos estão de parabéns, os que organizaram a festa, pois tudo saiu dentro do esperado e até melhor, e também os produtores que vieram em massa com as suas famílias aproveitar o dia dedicado a eles.”

Produtores são homenageados na primeira Festa do Agricultor do município

Também participaram da festa o vice prefeito Ademir Goulart, o secretário da Indústria, Comércio e Turismo, Antonio Ricardo Milgioransa, o secretário de Obras e Viação, João Maria Rodrigues, o secretário Nacional da Agricultura Familiar, Valter Bianchini, vereadores e a população em geral.

Fotos: Bruno do Carmo e João P. (PMC)

NA SUÉCIA, JUIZES E POLÍTICOS SÃO '' CIDADÃOS COMUNS''

                       

terça-feira, 27 de agosto de 2013

REVISTA VEJA APLAUDIU MÉDICOS CUBANOS NA ÉPOCA DE FHC

Revista da Editora Abril afirma que “o milagre veio de Cuba” numa reportagem de 1999, quando o presidente era FHC e o ministro da Saúde, José Serra, ao descrever a situação de municípios que não tinham médicos. Hoje, cubanos que chegaram para trabalhar em cidades sem médicos são chamados de escravos e de espiões comunistas por Veja

Numa reportagem publicada na edição número 1.620, de 20 de outubro de 1999, a revista Veja elogiou a vinda de médicos cubanos ao Brasil. “O milagre veio de Cuba”, chega a colocar o texto, depois de descrever a precária situação do, na época, único hospital do município de Arraias, em Tocantins.

A matéria explica o motivo pelo qual o hospital ficou fechado por quatro anos depois de ser inaugurado, em 1995: “Faltavam médicos que quisessem aventurar-se naquele fim de mundo”. Foi quando a cidade “conseguiu importar cinco médicos da ilha de Fidel e, assim, abrir as portas do hospital”.

Infelizmente, a situação de hoje não é muito diferente. O governo da presidente Dilma Rousseff, com Alexandre Padilha no ministério da Saúde, anunciou a contratação de quatro mil médicos cubanos para trabalhar em 701 municípios que não foram escolhidos por nenhum profissional inscrito no programa Mais Médicos.

Diferente de quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso firmou o convênio com Cuba, no entanto, desta vez a revista cobriu o assunto escancarando seu preconceito. Chamou o que antes era “a tropa vestida de branco de Cuba” de “espiões comunistas”. O colunista Reinaldo Azevedo os chamou de escravos.

Em outro trecho, a matéria diz: “os cubanos são bem-vindos”, ressaltando, porém, que a contratação desses médicos era irregular, motivo que também é trazido à tona atualmente. Apesar dessa pequena crítica, o destaque do texto de 1999 fica para histórias de personagens cubanos que pretendiam melhorar de vida no Brasil e trabalhar com amor. Inexplicavelmente, agora, sob o governo petista, a posição da revista mudou completamente. Por quê?

Abaixo, a reportagem de Veja de outubro de 1999:

Matéria de Veja sobre médicos cubanos no Brasil – outubro de 1999
 
Matéria de Veja sobre médicos cubanos no Brasil – 1999

 Brasil 247

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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

POLICIAIS FEDERAIS NO PARANÁ CRUZAM OS BRAÇOS POR 48 HORAS


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 A quem interessa uma Policia Federal precarizada , com um efetivo desmotivado? Questiona o presidente do SINPEF/PR, Fernando Augusto Vicentine
Os policiais federais que atuam no Paraná, incluindo nas delegacias do interior, iniciaram uma paralisação de 48 horas das atividades em todo estado, a partir dessa segunda-feira (26/08). O movimento no Paraná é coordenado pelo SINPEF/PR-Sindicato dos Policiais Federais do Paraná, presidido pelo companheiro Fernando  Augusto  Vicentine. Na terça-feira (27/08) está marcada uma manifestação na frente da Assembleia Legislativa do Paraná, a partir das 9 horas.

O movimento é nacional e alcança vários estados. “Queremos a reestruturação da carreira dos policiais federais, com regras e atribuições claras; o fim imediato do assédio moral sofrido por vários companheiros e companheiras;  e condições dignas de trabalho”, disse Vicentine.

O presidente do SINPEF/PR denuncia a falta de contingente; de equipamento de trabalho; e de apoio psicológico e emocional aos policiais federais. “No Paraná atuam perto de 500 policiais federais quando a necessidade é de pelo menos 1.000. Anualmente, no Brasil, saem da corporação próximo de 200 policiais atraídos por propostas melhores de salários.

 E dos que restam no quadro efetivo, cerca de 30% tomam algum tipo de medicamento controlado devido a problemas emocionais vividos no ambiente de trabalho. Essa é a dura realidade dos policiais federais”, desabafa Fernando Vicentine, que questiona: “ o que a população quer de fato. Um modelo de Policia Federal  eficiente ou uma polícia de ‘ faz de conta’?.”

A desestruturação da policia federal coloca em risco as ações do próprio governo federal de combate ao contrabando, ao tráfico de armas e drogas nas fronteiras brasileiras, destaca o presidente do SINPEF/PR. “ Não sabemos a quem interessa essa precarização, mas para termos ideia, na fronteira Brasil/Paraguai atuam apenas três policiais federais, quando seriam necessários pelo menos 30, sem falar na Ponte Tancredo Neves (divisa Brasil/Argentina), que não tem nenhum policial federal “.

O policiamento do espaço aéreo brasileiro também esta comprometido, diz o presidente do SINPEF/PR. “ Temos em todo Brasil apenas duas aeronaves em condições de voo. As outras estão todas sucateadas e com os contratos de manutenção vencidos. Recentemente, devido aos jogos da Copa das Confederações, houve um voo em Foz do Iguaçu demonstrativo à comissão da copa. Só que esse voo foi totalmente irregular, pois os pilotos estavam com breves vencidos (autorização para pilotar)vencidos e a aeronave estava sem condições de sair do solo, pois o contrato de manutenção desse avião esta vencido há muito tempo e não foi renovado”, denuncia mais uma vez o presidente do SINPEF/PR, Fernando Vicentine.

O presidente da UGT-PARANÁ, Paulo Rossi prestou solidariedade aos companheiros da policia federal. “ Devemos lembrar da importância do efetivo da policia federal no Brasil, sem o qual diversos crimes, inclusive os de má gestão do dinheiro público, não seriam desvendados, além do excepcional trabalho desses companheiros no combate ao narcotráfico nas fronteiras e centros urbanos, que mesmo sem equipamentos e condições de trabalho desenvolvem suas funções com dedicação à carreira. Por isso é de vital necessidade a reestruturação no conjunto da Polícia Federal , de cargos, salários, e as devidas funções, com apoio técnico e de equipamentos”, diz Rossi.

SERVIÇOS À POPULAÇÃO

Apesar da paralisação o dirigente sindical adianta à população que todos os serviços de atendimento continuam funcionando (emissão de passaporte; registro de armas; e controle de produtos químicos) , podendo em alguns casos haver apenas uma pequena lentidão no sistema.” Infelizmente estão paralisadas as investigações criminosas e as dirigências de inquéritos”, diz Vicentine.



Em Curitiba os policiais federais estão mobilizados na sede Superintendência da Polícia Federal e na terça-feira (27/08), será na frente da Assembleia Legislativa do Paraná
Por Mario de Gomes
Fotos: MGS/UGT

O PIOR ANALFABETO É O ANALFABETO MIDÁTICO

“Ele imagina que tudo pode ser compreendido sem o mínimo esforço intelectual”. Reflexões do jornalista Celso Vicenzi em torno de poema de Brecht, no século 21

jornal nacional analfabeto midiático
Bancada do Jornal Nacional (Divulgação)
Ele ouve e assimila sem questionar, fala e repete o que ouviu, não participa dos acontecimentos políticos, aliás, abomina a política, mas usa as redes sociais com ganas e ânsias de quem veio para justiçar o mundo. 

Prega ideias preconceituosas e discriminatórias, e interpreta os fatos com a ingenuidade de quem não sabe quem o manipula. Nas passeatas e na internet, pede liberdade de expressão, mas censura e ataca quem defende bandeiras políticas. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. E que elas – na era da informação instantânea de massa – são muito influenciadas pela manipulação midiática dos fatos.

Não vê a pressão de jornalistas e colunistas na mídia impressa, em emissoras de rádio e tevê – que também estão presentes na internet – a anunciar catástrofes diárias na contramão do que apontam as estatísticas mais confiáveis. 

Avanços significativos são desprezados e pequenos deslizes são tratados como se fossem enormes escândalos. O objetivo é desestabilizar e impedir que políticas públicas de sucesso possam ameaçar os lucros da iniciativa privada. O mesmo tratamento não se aplica a determinados partidos políticos e a corruptos que ajudam a manter a enorme desigualdade social no país.

Questões iguais ou semelhantes são tratadas de forma distinta pela mídia. Aula prática: prestar atenção como a mídia conduz o noticiário sobre o escabroso caso que veio à tona com as informações da alemã Siemens. Não houve nenhuma indignação dos principais colunistas, nenhum editorial contundente. A principal emissora de TV do país calou-se por duas semanas após matéria de capa da revista IstoÉ denunciando o esquema de superfaturar trens e metrôs em 30%.

 O analfabeto midiático é tão burro que se orgulha e estufa o peito para dizer que viu/ouviu a informação no Jornal Nacional e leu na Veja, por exemplo. Ele não entende como é produzida cada notícia: como se escolhem as pautas e as fontes, sabendo antecipadamente como cada uma delas vai se pronunciar. 

Não desconfia que, em muitas tevês, revistas e jornais, a notícia já sai quase pronta da redação, bastando ouvir as pessoas que vão confirmar o que o jornalista, o editor e, principalmente, o “dono da voz” (obrigado, Chico Buarque!) quer como a verdade dos fatos. Para isso as notícias se apoiam, às vezes, em fotos e imagens. Dizem que “uma foto vale mais que mil palavras”.

 Não é tão simples (Millôr, ironicamente, contra-argumentou: “então diga isto com uma imagem”). Fotos e imagens também são construções, a partir de um determinado olhar. Também as imagens podem ser manipuladas e editadas “ao gosto do freguês”. Há uma infinidade de exemplos. Usaram-se imagens para provar que o Iraque possuía depósitos de armas químicas que nunca foram encontrados. 

A irresponsabilidade e a falta de independência da mídia norte-americana ajudaram a convencer a opinião pública, e mais uma guerra com milhares de inocentes mortos foi deflagrada.

O analfabeto midiático não percebe que o enfoque pode ser uma escolha construída para chegar a conclusões que seriam diferentes se outras fontes fossem contatadas ou os jornalistas narrassem os fatos de outro ponto de vista. O analfabeto midiático imagina que tudo pode ser compreendido sem o mínimo de esforço intelectual.

 Não se apoia na filosofia, na sociologia, na história, na antropologia, nas ciências política e econômica – para não estender demais os campos do conhecimento – para compreender minimamente a complexidade dos fatos. Sua mente não absorve tanta informação e ele prefere acreditar em “especialistas” e veículos de comunicação comprometidos com interesses de poderosos grupos políticos e econômicos. 

Lê pouquíssimo, geralmente “best-sellers” e livros de autoajuda. Tem certeza de que o que lê, ouve e vê é o suficiente, e corresponde à realidade. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e o espoliador das empresas nacionais e multinacionais.”

O analfabeto midiático gosta de criticar os políticos corruptos e não entende que eles são uma extensão do capital, tão necessários para aumentar fortunas e concentrar a renda. Por isso recebem todo o apoio financeiro para serem eleitos.

 E, depois, contribuem para drenar o dinheiro do Estado para uma parcela da iniciativa privada e para os bolsos de uma elite que se especializou em roubar o dinheiro público. Assim, por vias tortas, só sabe enxergar o político corrupto sem nunca identificar o empresário corruptor, o detentor do grande capital, que aprisiona os governos, com a enorme contribuição da mídia, para adotar políticas que privilegiam os mais ricos e mantenham à margem as populações mais pobres. Em resumo: destroem a democracia.

Para o analfabeto midiático, Brecht teria, ainda, uma última observação a fazer: Nada é impossível de mudar. Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
O analfabeto político

O analfabeto político
O pior analfabeto, é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, não participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, O preço do feijão, do peixe, da farinha Do aluguel, do sapato e do remédio Depende das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que Se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia política. Não sabe o imbecil, Que da sua ignorância nasce a prostituta, O menor abandonado, O assaltante e o pior de todos os bandidos Que é o político vigarista, Pilanta, o corrupto e o espoliador Das empresas nacionais e multinacionais.

Bertold Brecht

 Celso Vicenzi, no Outras Palavras

MÉDICOS CUBANOS NO BRASIL: "VIEMOS POR SOLIDARIEDADE, NÃO POR DINHEIRO"

Médicos cubanos chegam ao Brasil: “Nós somos médicos por vocação e não por dinheiro. Trabalhamos porque nossa ajuda foi solicitada, e não por salário, nem no Brasil nem em nenhum lugar do mundo”

médicos cubanos brasil
                            Médicos cubanos chegam ao
                                 Brasil para trabalhar
                                  em regiões carentes 
                         (Foto: Luiz Fabiano / Futura Press)
Os primeiros médicos cubanos que desembarcaram no Brasil para participar do programa Mais Médicos, do governo federal, disseram neste sábado que não sabem quanto receberão pelo trabalho e que vieram “por solidariedade, e não por dinheiro”.

“Nós somos médicos por vocação e não por dinheiro. Trabalhamos porque nossa ajuda foi solicitada, e não por salário, nem no Brasil nem em nenhum lugar do mundo”, afirmou o médico de família Nélson Rodríguez, 45, ao desembarcar no Aeroporto Internacional dos Guararapes, em Recife (PE).

Ele disse que a atuação dos profissionais no Brasil seguirá as ações executados em países como Haiti e Venezuela, onde já trabalhou. “O sistema de saúde no Brasil é mais desenvolvido que nesses outros países que visitamos, então poderemos fazer um trabalho até melhor na saúde básica”, afirmou.

À imprensa, outros médicos que deram entrevistas concordaram com o colega. Todos eles falaram “portunhol” –afirmaram que tiveram contato com o português quando trabalharam na África ou por terem amigos que já trabalharam no continente.

Natacha Sánchez, 44, que trabalhou em missões médicas na Nicarágua e na África, disse que os cubanos estão preparados para o trabalho em locais com “condições críticas” e que pretendem trabalhar em conjunto com os médicos brasileiros. Ela afirmou não ter conhecimento das críticas feitas pelo Conselho Federal de Medicina ao programa Mais Médicos.

Os médicos cubanos desembarcaram vestindo jaleco, com bandeiras do Brasil e de Cuba. Eles foram escoltados por homens do Exército e da Marinha durante os procedimentos de imigração e alfândega, de onde seguiram em vans para alojamentos das Forças Armadas. Quatro deles foram levados para uma sala e conversaram com jornalistas.

O voo dos cubanos pousou por volta das 14h. Em um avião fretado da empresa Cubana, vieram 206 médicos. Desses, 30 ficarão em Pernambuco e os outros irão ainda hoje para Brasília.

Amanhã, outro grupo de 194 médicos chega em voos que farão escalas em Fortaleza, Recife e Salvador.

Eles ficarão hospedados em instalações militares durante o treinamento do programa, até serem deslocados para os municípios onde irão atuar.

A expectativa do governo é que, até o final do ano, mais 3.600 médicos cubanos desembarquem no Brasil.

Além dos cubanos, vão desembarcar até amanhã outros 244 médicos estrangeiros e brasileiros com registro profissional no exterior que se inscreveram na primeira etapa do Mais Médicos.

Folhapress

POLICIAIS FEDERAIS EM PARALIZAÇÃO - 48 HORAS

Os policiais federais no Paraná fazem, a partir de hoje, uma paralisação de 48 horas. O anúncio foi feito pelo Sindicato dos Policiais Federais no Estado do Paraná (Sinpef-PR). A paralisação começa com uma cocnentração em frente à Superintendência da PF no Paraná, no Santa Cândida, a partir das 9 horas, e com um ato público marcado para amanhã, na Assembleia Legislativa.

A categoria pede reestruturação da carreira com regras e atribuições claras, eficientes e que privilegiem o mérito dentro do órgão, além do fim do assédio moral na PF e uma gestão democrática e profissional da instituição. A paralisação no Paraná acompanha a ação nacional que começou na semana passada, coordenada pela Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), em busca da reestruturação da carreira.


Novas paralisações, atos e protestos devem ocorrer nos próximos dias tanto no Paraná quanto em outros estados para que a sociedade e o governo sensibilizem-se com a situação dos policiais federais e com suas reivindicações.