segunda-feira, 26 de agosto de 2013

POLICIAIS FEDERAIS NO PARANÁ CRUZAM OS BRAÇOS POR 48 HORAS


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 A quem interessa uma Policia Federal precarizada , com um efetivo desmotivado? Questiona o presidente do SINPEF/PR, Fernando Augusto Vicentine
Os policiais federais que atuam no Paraná, incluindo nas delegacias do interior, iniciaram uma paralisação de 48 horas das atividades em todo estado, a partir dessa segunda-feira (26/08). O movimento no Paraná é coordenado pelo SINPEF/PR-Sindicato dos Policiais Federais do Paraná, presidido pelo companheiro Fernando  Augusto  Vicentine. Na terça-feira (27/08) está marcada uma manifestação na frente da Assembleia Legislativa do Paraná, a partir das 9 horas.

O movimento é nacional e alcança vários estados. “Queremos a reestruturação da carreira dos policiais federais, com regras e atribuições claras; o fim imediato do assédio moral sofrido por vários companheiros e companheiras;  e condições dignas de trabalho”, disse Vicentine.

O presidente do SINPEF/PR denuncia a falta de contingente; de equipamento de trabalho; e de apoio psicológico e emocional aos policiais federais. “No Paraná atuam perto de 500 policiais federais quando a necessidade é de pelo menos 1.000. Anualmente, no Brasil, saem da corporação próximo de 200 policiais atraídos por propostas melhores de salários.

 E dos que restam no quadro efetivo, cerca de 30% tomam algum tipo de medicamento controlado devido a problemas emocionais vividos no ambiente de trabalho. Essa é a dura realidade dos policiais federais”, desabafa Fernando Vicentine, que questiona: “ o que a população quer de fato. Um modelo de Policia Federal  eficiente ou uma polícia de ‘ faz de conta’?.”

A desestruturação da policia federal coloca em risco as ações do próprio governo federal de combate ao contrabando, ao tráfico de armas e drogas nas fronteiras brasileiras, destaca o presidente do SINPEF/PR. “ Não sabemos a quem interessa essa precarização, mas para termos ideia, na fronteira Brasil/Paraguai atuam apenas três policiais federais, quando seriam necessários pelo menos 30, sem falar na Ponte Tancredo Neves (divisa Brasil/Argentina), que não tem nenhum policial federal “.

O policiamento do espaço aéreo brasileiro também esta comprometido, diz o presidente do SINPEF/PR. “ Temos em todo Brasil apenas duas aeronaves em condições de voo. As outras estão todas sucateadas e com os contratos de manutenção vencidos. Recentemente, devido aos jogos da Copa das Confederações, houve um voo em Foz do Iguaçu demonstrativo à comissão da copa. Só que esse voo foi totalmente irregular, pois os pilotos estavam com breves vencidos (autorização para pilotar)vencidos e a aeronave estava sem condições de sair do solo, pois o contrato de manutenção desse avião esta vencido há muito tempo e não foi renovado”, denuncia mais uma vez o presidente do SINPEF/PR, Fernando Vicentine.

O presidente da UGT-PARANÁ, Paulo Rossi prestou solidariedade aos companheiros da policia federal. “ Devemos lembrar da importância do efetivo da policia federal no Brasil, sem o qual diversos crimes, inclusive os de má gestão do dinheiro público, não seriam desvendados, além do excepcional trabalho desses companheiros no combate ao narcotráfico nas fronteiras e centros urbanos, que mesmo sem equipamentos e condições de trabalho desenvolvem suas funções com dedicação à carreira. Por isso é de vital necessidade a reestruturação no conjunto da Polícia Federal , de cargos, salários, e as devidas funções, com apoio técnico e de equipamentos”, diz Rossi.

SERVIÇOS À POPULAÇÃO

Apesar da paralisação o dirigente sindical adianta à população que todos os serviços de atendimento continuam funcionando (emissão de passaporte; registro de armas; e controle de produtos químicos) , podendo em alguns casos haver apenas uma pequena lentidão no sistema.” Infelizmente estão paralisadas as investigações criminosas e as dirigências de inquéritos”, diz Vicentine.



Em Curitiba os policiais federais estão mobilizados na sede Superintendência da Polícia Federal e na terça-feira (27/08), será na frente da Assembleia Legislativa do Paraná
Por Mario de Gomes
Fotos: MGS/UGT

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