A 1ª Vara Criminal de Colombo, região metropolitana de Curitiba,
expediu, no início da noite desta quarta-feira, 14 mandados de prisão
contra policiais e outros envolvidos na denúncia de tortura a quatro
presos acusados de estuprar e matar a adolescente Tayná Adriane da
Silva, 14 anos. Um outro pedido de prisão foi revertido em afastamento
do cargo.
Os pedidos foram feitos pelo Ministério Público, através
do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e pela
Corregedoria da Polícia Civil, após uma reviravolta nas investigações do
caso do assassinato da jovem.
Presos após confessar o crime, quatro
funcionários de um parque de diversões do município de Colombo foram
submetidos a testes de DNA, e o material genético de nenhum deles bateu
com o coletado do sêmen encontrado no corpo da menina.
Após o
Instituto de Criminalística constatar tal disparidade entre as provas
coletadas e a linha de investigação, os presos prestaram novo depoimento
ao Ministério Público, para quem denunciaram terem confessado sob
tortura.
Os policiais envolvidos foram afastados do caso, uma nova
equipe recomeçou as investigações e os quatro foram libertados na última
segunda-feira. Paralelamente, o Gaeco e a Corregedoria da Polícia Civil
iniciaram a investigação sobre o caso de tortura e pediram a prisão dos
acusados.
Os mandados expedidos nesta quarta-feira são contra 10
policiais civis, entre eles, o delegado Silvan Rodney Pereira,
responsável pela primeira investigação, um policial militar, um guarda
municipal de Araucária, município onde se localiza a Casa de Custódia
onde os quatro acusados ficaram presos, um agente penitenciário e um
detento.
Os advogados do delegado e de outros seis policiais denunciados
negaram a tortura e informaram que seus clientes iriam se apresentar ao
Gaeco assim que as prisões fossem determinadas.
Também nesta
quarta, os quatro funcionários do parque de diversões inicialmente
presos como acusados pela morte de Tayná foram incluídos no programa de
proteção a testemunhas e, segundo o coordenador do programa, procurador
Leonyr Batisti, “já devem estar longe do Paraná”.
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